Fã de biologia marinha, Miguel Lopes Manoel, 6, passou nove meses em um quarto de hospital cercado por desenhos de animais aquáticos enquanto tratava uma recaída de leucemia linfoblástica aguda. Recebeu alta no fim de junho, após concluir uma etapa de imunoterapia.
Foi o primeiro paciente pediátrico do Iamspe (Hospital do Servidor Público Estadual), que atende servidores estaduais e seus dependentes, a usar o blinatumomabe. O medicamento também está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde).
Aprovado em 2022 pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), o remédio foi disponibilizado no SUS no fim de 2024, segundo a onco-hematologista pediátrica Adriana Seber, da Sboc (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).
No entanto, Miguel não teria acesso ao fármaco pela rede pública, pois não se encaixa nos critérios.
No SUS, o blinatumomabe é indicado para crianças e adolescentes com leucemia linfoblástica aguda de células B em primeira recidiva medular de alto risco, segundo o Ministério da Saúde.








