Mais uma vez, nos últimos dias, a Europa pareceu assistir de fora enquanto seu destino era moldado por forças externas.
O presidente Donald Trump decidiria reiniciar uma guerra de grandes proporções contra o Irã, o que aumentaria o preço do petróleo? O aquecimento global provocaria incêndios florestais mais extensos e devastadores, mesmo com vários deles já avançando pelo continente? Um aumento repentino e inexplicável do número de pessoas cruzando a fronteira marroquina rumo a um exclave espanhol —quase todas imediatamente enviadas de volta— dividiria os líderes do bloco e impulsionaria a extrema direita?
Este já tem sido um verão brutal para a Europa: duas guerras, calor recorde, inflação em alta e profunda ansiedade em relação a alimentos, energia e segurança. As crises sucessivas vêm provocando apelos por uma ação conjunta, reuniões urgentes entre diferentes grupos de presidentes e primeiros-ministros e muita inquietação política.
Mas, como tantas outras coisas que aconteceram nos últimos anos, muitos dos desafios da Europa estão fora do seu controle.
A guerra contra o Irã —um conflito que a maior parte da Europa nunca quis— impactou a vida em toda a região, aumentando os preços dos combustíveis, dos alimentos e das viagens. Os líderes do continente prometeram ajudar a garantir a passagem de petróleo pelo estreito de Hormuz quando os combates terminarem. Ainda assim, parecem destinados a tomar conhecimento da próxima etapa da guerra pelas redes sociais de Trump.







