Recém-anunciada como nova presidente do Museu de Arte de São Paulo, o Masp, Flávia Buarque de Almeida já tem uma missão a cumprir num prazo de cinco anos. Ela vai liderar a busca por um novo diretor-geral do museu, cargo até agora inexistente, para tocar a gestão do dia a dia da instituição, função antes acumulada pelo presidente de saída, Heitor Martins, que deixa a função em setembro.
O novo diretor-geral, que o museu deve escalar entre executivos na ativa fora de seus quadros, seria uma espécie de CEO do Masp, remunerado por isso, o que não acontece com os atuais diretores estatutários nem com o presidente da instituição.
Além disso, a alta cúpula do museu estuda criar um comitê artístico, grupo que reuniria pessoas da própria instituição e outros nomes de fora, que deverá influenciar a direção artística da casa, hoje a cargo de Adriano Pedrosa, além da aquisição de novas obras para o acervo. Nos bastidores, a ideia é vista como algo que pode limitar o escopo de atuação de Pedrosa e sua equipe de curadores.
Nesta quarta, um dia depois de esta coluna ter revelado o nome da nova presidente, o conselho do Masp se reuniu para uma espécie de boas-vindas a Almeida. O encontro conduzido por Alfredo Setubal, agora nomeado presidente de honra do museu, detalhou o processo de mudanças no alto escalão.







