Até agora, a mortandade na Guerra da Ucrânia havia atingido principalmente os combatentes, apesar da tragédia humanitária entre os civis.
Como em todo conflito, uma névoa de desinformação dificulta a aferição, mas estimativas colocam as mortes militares na casa dos 450 mil russos e 140 mil ucranianos, uma enormidade.
Em relação à população comum, uma das réguas mais precisas é a do Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (Acled, no acrônimo em inglês), uma ONG americana que mensura a violência em combates no mundo a partir de informações públicas.
É nessa base de dados que se encontra uma sinalização de que a guerra causada pela invasão do exército de Vladimir Putin ao país vizinho, em 2022, mudou de natureza ao longo deste ano.
Em janeiro, morriam em média 7,1 civis diariamente no conflito, sendo 6,1 deles na Ucrânia. Em julho, pelo número consolidado até o dia 23, foram 21 mortes, 19 delas na terra do presidente Volodimir Zelenski. O salto ocorreu a partir de maio, refletindo uma escalada de lado a lado.











