Leste Europeu registrou mais uma noite de fortes ataques trocados nos dois lados da fronteira, com dano civil confirmado pelas autoridades locais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipes de resgate ucranianas trabalham em prédio residencial danificado por ataque aéreo russo em Zaporíjia — Foto: Darya Nazarova/AFP Em uma nova rodada de disparos trocados na fronteira entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira, bombardeios de Ucrânia e Rússia deixaram 18 mortos em áreas civis dos dois países. O ataque ucraniano atingiu alvos na região do Tartaristão, quase mil quilômetros a leste de Moscou, em uma das ofensivas isoladas mais letais lançadas pelas forças de Kiev. A artilharia russa, por sua vez, concentrou-se na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. As forças de drone de Kiev lançaram um ataque surpresa contra a cidade de Nizhnekamsk, que abriga uma das maiores e mais avançadas refinarias de petróleo da Rússia. Treze pessoas morreram e pelo menos 39 ficaram feridas, com as autoridades russas afirmando que os dispositivos ucranianos foram direcionados contra instalações industriais e alvos civis. O líder regional da República do Tartaristão, Rustam Minnikhanov, decretou um dia de luto oficial. Observadores indicam que o ataque em profundidade e a letalidade apontam que Kiev, apesar dos gargalos profundos no sistema de defesa aérea — carente de reposição das munições avançadas, capazes de abater mísseis russos —, demonstra uma crescente capacidade de atingir alvos muito além da linha de frente. Um comunicado do Ministério da Defesa russo indicou que 456 drones da Ucrânia foram abatidos durante a noite em 15 regiões do país e sobre a Crimeia ocupada. O ataque mais recente também indica a manutenção por parte de Kiev de uma campanha contra alvos ligados a cadeias logísticas russas, com impacto sobre a vida cotidiana da população civil. Refinarias de petróleo estão entre os alvos recentes, o que provocou perturbações no território russo, com longas filas se formando em postos de gasolina pelo país. O Kremlin agiu rapidamente e solucionou a escassez em grandes cidades como Moscou e São Petersburgo, mas as pressões sobre o abastecimento persistem. — A operação contra as refinarias de petróleo russas continua, e eles realmente sentem isso — disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em vídeo publicado nesta segunda, comentando a última ação ofensiva. — Sistemas russos de mísseis antiaéreos e estações de radar também foram atingidos, e houve nossas respostas contra a infraestrutura russa nas regiões do Mar de Azov e do Mar Negro. Outro alvo recorrente tem sido a infraestrutura da Wildberries, a maior varejista on-line da Rússia — que tem o apelido de "Amazon russa". Mais de 20 galpões logísticos foram atingidos no último mês, no que resultou em mortes de funcionários e um prejuízo milionário em produtos destruídos. Moscou também mantém sua ofensiva no território ucraniano. Em um ataque descrito por autoridades do país vizinho como um "intenso bombardeio de artilharia", cinco pessoas morreram no distrito de Chuguiv, na região de Kharkiv. Uma pessoa também morreu em Kherson, após um um drone russo atingir um táxi. Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em larga escala na Ucrânia, os esforços diplomáticos permanecem estagnados, enquanto os dois países intensificam seus ataques, com um número crescente de vítimas civis. — A única razão pela qual isso ainda continua é a recusa da Rússia em encerrar esta guerra. Esta semana, teremos novos contatos com mediadores, especificamente em relação aos passos e propostas necessários — acrescentou Zelensky. — A Ucrânia está sempre ativa na diplomacia. Haverá novos contatos para garantir pacotes de defesa aérea também. (Com AFP e NYT)
Ataque a drone da Ucrânia mata 13 pessoas em cidade de grande refinaria russa; Artilharia de Moscou mata cinco
Leste Europeu registrou mais uma noite de fortes ataques trocados nos dois lados da fronteira, com dano civil confirmado pelas autoridades locais







