PUBLICIDADE Segundo a missão de monitoramento das Nações Unidas na Ucrânia, 293 pessoas morreram e quase 2 mil ficaram feridas, maior número desde abril de 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bombeiros trabalham em escombros de prédio atingido por ataque russo em Kiev — Foto: Serviço de Emergência da Ucrânia / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 10:05 Junho: Mês Mais Mortal para Civis Ucranianos desde 2022, Diz ONU Junho foi o mês mais mortal para civis ucranianos desde 2022, com 293 mortos e quase 2 mil feridos devido a ataques aéreos russos, segundo a ONU. O relatório mostra que armas de longo alcance, como mísseis e drones, foram responsáveis por 45% das baixas, principalmente em áreas urbanas como Kiev. A ONU alerta para a escalada dos riscos aos civis, enquanto a guerra continua sem perspectivas de paz. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dados das Nações Unidas divulgados nesta terça-feira apontam que o mês de junho foi um dos mais mortaisl para os civis ucranianos desde o início da invasão militar da Rússia, há quatro anos e meio: segundo o documento, organizado pela missão de monitoramento da ONU no país, foram 293 mortos e quase dois mil feridos, um aumento relacionado aos violentos ataques aéreos da Rússia contra grandes centros urbanos da Ucrânia. — Os números revelam uma tendência alarmante de escalada, com um número crescente de vítimas civis, impulsionada pelo uso intensificado de armas poderosas que são particularmente letais quando empregadas em áreas urbanas densamente povoadas — disse Danielle Bell, que lidera a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia. — Essa tendência deve servir de alerta de que os riscos enfrentados pelos civis não apenas persistem, mas também aumentam em escala e complexidade. O documento afirma que o total de mortos e feridos em junho foi 10% superior ao de maio e 37% maior do que o mesmo mês do ano passado. De janeiro a junho, 1.396 civis morreram e 7.898 ficaram feridos, 37% a mais do que o do primeiro semestre de 2025 e 115% maior do que os seis primeiros meses de 2024. Desde abril de 2022, semanas depois do início da invasão, não eram vistos números tão altos de vítimas. De acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, 16.431 civis, incluindo 803 crianças, morreram desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra. “Em junho, armas de longo alcance (mísseis potentes com efeitos de ampla abrangência e drones) continuaram sendo a principal causa de baixas civis, representando 45% do total (126 mortos; 907 feridos). A maioria das baixas provocadas por essas armas ocorreu longe da linha de frente, em centros urbanos como Kiev e Dnipro”, afirma o relatório. Os drones, responsáveis por 89 mortes em junho, são citados não apenas como uma arma de guerra, mas também como um elemento que transformou a vida dos ucranianos, especialmente dos que vivem perto das linhas de frente. — Os relatos que ouvimos de civis deslocados de comunidades na linha de frente são profundamente consistentes e aterrorizantes. Muitos descrevem a sensação de serem caçados por drones de curto alcance simplesmente por tentarem realizar atividades cotidianas, como comprar alimentos, passear com os cães, andar de bicicleta, trabalhar no quintal ou deslocar-se para um local seguro — disse Bell.. O relatório destaca os recorrentes ataques contra a infraestrutura energética da Ucrânia, mas também menciona os bombardeios “acentuados” realizados contra “ instalações de geração, distribuição e transmissão de energia na Crimeia ocupada”. Os números trazem um retrato de momento da guerra que, quatro anos e meio depois, parece longe do fim. De lado a lado, drones e mísseis atingem áreas urbanas e instalações industriais, ao mesmo tempo em que Kiev e Moscou não se acertam sobre o início de negociações de paz. Nos campos de batalha, muitas vezes longe dos comunicados oficiais, a guerra de trincheiras provoca centenas de mortes por dia em troca de avanços, por vezes, de alguns metros. No início do mês, o Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que até 450 mil militares russos tenham morrido desde 2022 — do lado ucraniano, foram até 150 mil soldados e oficiais mortos. Ainda nas linhas de frente, autoridades ucranianas afirmam que a execução de seus soldados capturados pelas forças russas tornou-se uma rotina mortal. Segundo a Procuradoria-Geral da Ucrânia, há cerca de 306 casos suspeitos desde 2022, mas fontes dos serviços de inteligência dizem que o número real pode ser até três vezes maior. No mês passado, a ONU confirmou 129 execuções de soldados ucranianos, e alertou para um aumento “significativo” dos incidentes. — Isso se deve a uma política russa que, na prática, incentivou e facilitou esse tipo de crime, e cujos comandantes emitiram ordens nesse sentido — disse à AFP Andriy Atamantchuk, membro da Procuradoria-Geral da Ucrânia responsável pela supervisão de casos envolvendo a execução de prisioneiros de guerra. A Rússia rejeita as alegações, e garante tratar os prisioneiros de guerra de acordo com o previsto pelas Convenções de Genebra.
Junho foi o mês mais mortal para os civis ucranianos em mais de quatro anos de invasão russa, afirma ONU
Segundo a missão de monitoramento das Nações Unidas na Ucrânia, 293 pessoas morreram e quase 2 mil ficaram feridas, maior número desde abril de 2022








