Bombardeio com 656 drones e 73 mísseis atingiu Kiev, Dnipro e outras regiões do país; Zelensky voltou a pedir aos EUA o envio de mísseis Patriot para reforçar a defesa aérea ucraniana Fumaça e chamas sobem de garagens danificadas durante ataques de mísseis e drones russos, em Kiev, em 2 de junho de 2026, em meio à invasão russa na Ucrânia — Foto: ROMAN PILIPEY / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 13:33 Rússia lança ofensiva massiva na Ucrânia com drones e mísseis A Rússia lançou uma ofensiva massiva contra a Ucrânia, com 656 drones e 73 mísseis, causando pelo menos 22 mortes e mais de 100 feridos. Este ataque, um dos maiores dos últimos meses, atingiu Kiev, Dnipro e outras regiões. O presidente ucraniano Zelensky pediu aos EUA o envio de mísseis Patriot para melhorar a defesa aérea. O governo russo afirma que os bombardeios miram a infraestrutura militar ucraniana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Rússia atacou a Ucrânia na madrugada desta terça-feira com centenas de drones e dezenas de mísseis, em uma das maiores ofensivas dos últimos meses, deixando ao menos 22 mortos e mais de 100 feridos em várias regiões do país, segundo informações da rede BBC e da CNN. De acordo com as autoridades ucranianas, seis pessoas morreram na capital, Kiev, após uma noite marcada por fortes explosões, incêndios e danos a edifícios residenciais, instalações médicas e outras infraestruturas civis. Em Dnipro, no centro do país, as autoridades locais informaram que ao menos 16 pessoas morreram, incluindo duas crianças e um oficial dos bombeiros que estava em serviço, após um prédio residencial ser parcialmente destruído. Equipes de resgate continuavam trabalhando entre os escombros nesta terça-feira. A Rússia lançou 656 drones e 73 mísseis balísticos de diferentes tipos, incluindo oito mísseis hipersônicos Tsirkon, de acordo com a Força Aérea da Ucrânia. Do total, 602 aeronaves não tripuladas e 40 projéteis — mais difíceis de interceptar — foram derrubados. Somente na capital, mais de 41 mil moradores buscaram abrigo em estações subterrâneas, o maior número registrado durante um alerta aéreo noturno nos últimos anos, segundo as autoridades do metrô, refletindo a magnitude da campanha de bombardeios. Moscou iniciou em fevereiro de 2022 uma ofensiva em larga escala contra a Ucrânia, com bombardeios diários contra várias cidades, o que levou Kiev a intensificar as ações de retaliação. Desde o fim de semana, as autoridades ucranianas advertiam sobre a possibilidade de um grande ataque da Rússia. Na noite de segunda-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou que Moscou preparava um "ataque massivo" e pediu que a população prestasse atenção aos alertas de bombardeio aéreo. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andriy Sybiga, afirmou que os ataques demonstram que o presidente russo, Vladimir Putin, "está ficando sem opções militares" em sua invasão. "Putin é um criminoso de guerra e um perdedor que não tem mais cartas além do terror. Moscou está perdendo no campo de batalha. Nenhuma quantidade de mísseis pode mudar isso", escreveu nas redes sociais. Zelensky pede munições O Exército da Rússia anunciou um "ataque em larga escala" contra instalações do complexo militar-industrial da Ucrânia, no qual foram utilizadas "armas de alta precisão", como projéteis hipersônicos. O ataque, uma "resposta aos atos terroristas do regime de Kiev", atingiu, durante a noite, alvos na capital ucraniana, assim como em Zaporizhzhia (sul), Kharkiv (leste) e Dnipropetrovsk (centro-leste), afirmou o Ministério da Defesa russo em um comunicado. Moscou responsabiliza Kiev por um ataque a um alojamento estudantil em Starobilsk, na região ocupada de Luhansk, que matou 21 pessoas no fim de maio. Também foram atingidas instalações de energia e de transporte vinculadas ao Exército ucraniano em outras regiões, segundo a mesma fonte. — Essa prática continuará — disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Segundo ele, os bombardeios fazem parte dos "ataques sistemáticos" prometidos por Moscou e têm como alvo a infraestrutura militar ucraniana. Embora as forças ucranianas tenham conseguido derrubar a maioria dos drones lançados, só conseguiram interceptar 40 dos 73 mísseis disparados pela Rússia. A situação levou o presidente ucraniano a pedir o desenvolvimento de sistemas de defesa aérea europeus e a solicitar mais ajuda dos Estados Unidos. Segundo Zelensky, a Ucrânia enfrenta escassez de mísseis Patriot, considerados fundamentais para interceptar mísseis balísticos inimigos de alta velocidade. "A ajuda dos EUA no fornecimento de mísseis para os sistemas é absolutamente necessária", escreveu no X. Correspondentes da AFP observaram explosões e grandes colunas de fumaça em Kiev durante o amanhecer. Ao menos uma parte da cidade ficou sem energia elétrica após o bombardeio. Seis pessoas morreram na capital, segundo um balanço atualizado, afirmou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, no Telegram. Ele também informou um balanço de 66 feridos. No leste, na cidade industrial de Dnipro, o governo local informou que 16 pessoas morreram, incluindo duas crianças e um subchefe dos bombeiros, o major Anton Yarmolenko, que estava de plantão no momento do ataque, e outras 37 ficaram feridas. Uma maternidade com recém-nascidos e mulheres em trabalho de parto também foi atingida em Odessa, no sul do país, informaram as autoridades, que não relataram vítimas no centro de saúde. Em Kharkiv, no nordeste do país, instalações de energia e infraestrutura civil também foram atingidas. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, segundo autoridades locais. Ataques mais intensos Do lado russo, um civil morreu na segunda-feira na região de Kursk, perto da fronteira, em um ataque com drones ucranianos, informou o governador Aleksandr Khinchtein. Um incêndio foi registrado na refinaria de Ilski, na região de Krasnodar, sul da Rússia, após um ataque com as aeronaves não tripuladas, segundo o quartel-general operacional da região. Zelensky declarou na sexta-feira que Moscou preparava "um novo ataque em larga escala" contra a Ucrânia, enquanto a Rússia pediu aos diplomatas estrangeiros que abandonassem Kiev. Em maio, a Rússia lançou 211 mísseis contra a Ucrânia, um dos números mais elevados desde o início do conflito. Um deles foi um projétil de alcance intermediário Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares, utilizado pela terceira vez na guerra. A Rússia também lançou 8.150 drones de longo alcance contra a Ucrânia em maio, 24% a mais do que em abril, segundo uma compilação dos dados publicados diariamente analisados pela AFP. O número recorde de ataques com drones de longo alcance contra a Ucrânia foi registrado apesar de uma trégua de três dias a partir de 9 de maio, que alimentou brevemente a esperança de uma retomada das negociações para tentar acabar com a guerra. Moscou e Kiev trocaram acusações sobre violações do cessar-fogo anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, que tenta atuar como mediador entre as partes, sem sucesso até o momento. A Ucrânia classificou as ameaças russas de novos bombardeios como "chantagem descarada" e voltou a pedir que seus aliados aumentem a pressão sobre Moscou. (Com AFP)
Rússia lança ofensiva massiva contra a Ucrânia e deixa ao menos 22 mortos; ataque está entre os maiores dos últimos meses
Bombardeio com 656 drones e 73 mísseis atingiu Kiev, Dnipro e outras regiões do país; Zelensky voltou a pedir aos EUA o envio de mísseis Patriot para reforçar a defesa aérea ucraniana















