"Durante a noite, em resposta aos atos terroristas do regime de Kiev, as forças armadas da Federação Russa realizaram um ataque massivo utilizando armamento de alta precisão e longo alcance, baseado em aeronaves, terra e mar", detalhou. Nesta terça, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia também acusou a Ucrânia de tentar desestabilizar a região do Mar Negro com ataques de drones, tanto no mar quanto no ar, contra embarcações civis, ataques que, segundo o ministério, Kiev atribuiu falsamente à Rússia. Explosão após ataque à prédios residenciais em Kiev, capital da Ucrânia. — Foto: Eugene Kotenko / AFP Segundo autoridades ucranianas, além dos 18 mortos, mais de 100 pessoas ficaram feridas na ação russa. Sistemas de defesa aérea foram acionados para repelir os bombardeios contra a capital, Kiev, e moradores foram orientados a procurar por abrigos, como estações de metrô. Cerca de 140 mil moradores da cidade estão sem energia. O prefeito de Kiev informou que um prédio residencial de nove andares pegou fogo. Outro edifício residencial, de 24 andares, também foi atingido e incendiado no que as autoridades acreditam ter sido um ataque com míssil. Uma mulher observa um prédio danificado durante ataques com mísseis e drones russos, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev — Foto: Thomas Peter / Reuters Já em Dnipro, a quarta maior cidade do país pelo menos quatro pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas, de acordo com autoridades locais. As forças de segurança da Ucrânia divulgaram uma nota informando que a Rússia lançou 73 mísseis e 656 drones no país, atingindo 38 alvos. Para combater o ataque, o exército ucraniano utilizou 40 mísseis e 602 drones. Na semana passada, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, enviou uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, e ao Congresso, solicitando sistemas de defesa aérea. Até esta segunda-feira (1º), autoridades informaram que ele não havia recebido resposta. Uma mulher segura uma criança no local dos ataques com mísseis e drones russos, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev. — Foto: Valentyn Ogirenko / Reuters