Três dias após os bombardeios mortais contra a capital ucraniana – aos quais Kiev prometeu retaliar –, o Ministério da Defesa russo declarou que seus sistemas de defesa aérea derrubaram 556 drones ucranianos entre as 22h e as 7h, no horário local (16h e 1h, no horário de Brasília).
As interceptações, em volume muito superior às poucas dezenas normalmente observadas, ocorreram em 14 regiões russas, além da Crimeia (anexada por Moscou) e dos mares Negro e de Azov, conforme especificado pelo ministério no aplicativo de mensagens Max.
A capital russa e seus arredores foram os principais alvos, com mais de 80 drones interceptados. O governador da região metropolitana, Andrei Vorobiov, relatou que uma mulher morreu na cidade de Khimki, a noroeste de Moscou, e dois homens em uma vila no distrito de Mytishchi, a nordeste. No restante da província, várias casas foram danificadas e instalações de infraestrutura foram atingidas, deixando quatro feridos, afirmou o governador.
Um dos ataques feriu 12 pessoas, “principalmente trabalhadores” em um canteiro de obras próximo a uma refinaria, de acordo com o prefeito Sergei Sobyanin. “A produção da refinaria não foi interrompida. Além disso, três prédios residenciais foram danificados”, acrescentou o prefeito.










