Leitoras da Comunidade Todas no WhatsApp se reuniram na última segunda (3) para debater a leitura da obra "Um Amor Incômodo", de Elena Ferrante. O encontro contou com a presença de Rebeca Bolite, editora executiva da Intrínseca.
Publicado originalmente em italiano em 1992, o romance de estreia de Elena Ferrante acompanha Délia após a morte de Amália, sua mãe. Ao retornar às lembranças da infância e reconstruir a história familiar, a protagonista revisita a relação e as violências que as cercam.
Rebeca diz considerar a escrita de Ferrante extremamente rica por permitir leituras em múltiplas camadas —funcionando tanto como entretenimento quanto como um thriller, realismo mágico ou romance profundo sobre a constituição humana.
"Aconteceu alguma coisa nessa relação [entre mãe e filha] que nunca encaixou. Elas não se gostam, mas é esse amor de família em que muitas vezes você não gosta da pessoa, mas é família, é um laço consanguíneo, você não tem muito o que fazer", explica Rebeca. "Conforme você vai lendo, entende que os traumas da infância fizeram Délia estabelecer essa relação de fachada e pouco profunda com tudo."
A leitora Ana Trigo comenta que percebeu uma relação delicada e complicada entre mãe e filha. "Eu fiquei pensando se em algum momento ela também não quis ser a mãe dela."






