A eleição de 2026 traz um cenário inédito para as big techs no Brasil: terão de cumprir novas regras judiciais, ao mesmo tempo em que seguem as orientações de suas matrizes nos Estados Unidos para tirar o foco da moderação de conteúdo e priorizar a liberdade de expressão.

Em maior e menor grau, Meta, X e Google vêm se alinhando à bandeira do governo Trump de reduzir a interferência nas publicações que circulam em redes sociais e plataformas de vídeo. No Brasil, também houve redução em medidas específicas para a eleição.

Aqui, no entanto, as big techs terão de cumprir novas exigências jurídicas no combate à desinformação eleitoral. As empresas terão o desafio de equilibrar o respeito às leis locais e o novo direcionamento que vem dos EUA, após o que consideram ter sido excessos na moderação de conteúdo durante a pandemia da Covid e os ataques contra o Capitólio em 2021.

O TikTok, de origem chinesa, é a única das plataformas que está indo na contramão –aumentando a aposta em moderação de conteúdo e programas para a eleição brasileira.

Em 2022, a principal "regulação" de conteúdo político digital era a caneta do então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Alexandre de Moraes, mandando remover conteúdos, além da resolução da corte logo após o primeiro turno que endureceu as medidas e os prazos para remoção de conteúdos desinformativos.