0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homens enxergam efeito positivo na carreira da chegada dos filhos. Pesquisa mostram que as mulheres temem perda de oportunidades — Foto: Pixabay Às vésperas do Dia dos Pais, celebrado neste domingo, uma pesquisa mostra como é desigual o impacto da chegada dos filhos na trajetória profissional de homens e mulheres. Entre os homens, a paternidade é associada a mais foco, produtividade e responsabilidade no trabalho. No levantamento, 64,47% afirmaram que a chegada dos filhos teve impacto positivo na carreira, enquanto apenas 9,36% relataram efeitos negativos. Entre os profissionais que ainda não são pais, 37,24% acreditam que a chegada de um filho não teria impacto sobre a carreira, e outros 46,09% esperam consequências positivas. Já entre as mulheres, o cenário é diferente: 42% afirmam que a maternidade traz receio de perda de oportunidades nas empresas. Os dados são de levantamentos realizados pela Infojobs, empresa do Grupo Redarbor, maior grupo de empregos da América Latina e o segundo maior do mundo. — O contraste entre as visões de homens e mulheres revela que não estamos discutindo apenas os efeitos de ter filhos, mas os vieses que determinam como cada profissional será visto depois dessa experiência — diz Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil. Na avaliação da executiva, empresas que pretendem avançar em equidade precisam observar não apenas suas políticas formais, mas também os critérios subjetivos que influenciam decisões de liderança em processos de contratação, promoção e avaliação de desempenho. — Oferecer benefícios é importante, mas não resolve sozinho uma desigualdade construída pela cultura organizacional. É preciso avaliar se mães e pais recebem as mesmas oportunidades, são considerados com os mesmos critérios e encontram condições reais para conciliar trabalho e família. Quando a maternidade é tratada como risco e a paternidade como sinal de amadurecimento, a empresa reforça uma diferença que deveria combater. Ela também defende a importância da ampliação da participação dos homens nos cuidados familiares para reduzir as desigualdades percebida na trajetória profissional com a chegada dos filhos. — A equidade depende de tornar o cuidado uma responsabilidade compartilhada. Quanto mais natural for para um homem ajustar sua rotina, acompanhar os filhos e utilizar políticas de parentalidade, menor será a tendência de considerar que apenas a carreira das mulheres será afetada pela formação de uma família — conclui a especialista em RH.
Paternidade impulsiona a carreira para 64% dos homens; já maternidade traz receio de prejuízo a 42% das mulheres
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