Achados foram publicados na revista científica Journal of Family Studies 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mães sofrem mais com a maternidade — Foto: Magnific O impacto da chegada de um filho se difere entre homens e mulheres. Uma nova pesquisa mostra que a maternidade afeta muito mais a saúde das mães, do que a paternidade afeta a dos pais. O achado também indica que esse efeito pode ser exacerbado com a idade e a quantidade de filhos. "Ter filhos tem consequências maiores para a saúde da mãe, tanto a curto como a longo prazo. Isto não se deve apenas às alterações biológicas resultantes da gravidez e do parto, mas também às consequências psicológicas. Os nossos resultados mostram uma diferença significativa entre os sexos", explica Anna Barbuscia, pesquisadora do estudo, em comunicado. A pesquisa fez uma análise baseada em bem-estar psicológico, percepção do estado de saúde e comportamentos como exercício físico, consumo de álcool e tabagismo. Também considerou se o número e a idade dos filhos influenciavam esses indicadores. "Observou-se que, nos homens, nem o fato de ser pai, nem as características familiares afetaram os indicadores de saúde. Todos os parâmetros permaneceram praticamente os mesmos", afirma Barbuscia. Mães com apenas um filho e mães com filhos adolescentes apresentaram mais sintomas depressivos, enquanto aquelas que viviam com dois ou mais filhos pequenos perceberam uma saúde melhor. "Cuidar de crianças pequenas geralmente exige maior esforço físico, o que pode resultar em maior cansaço e pior qualidade do sono. A adolescência, por outro lado, tem sido tradicionalmente considerada a fase mais estressante tanto para mães quanto para pais", esclarece a pesquisadora. Outra diferença notável foi na prática de exercícios físicos. Foi observado que as mulheres praticam menos exercícios físicos regularmente do que os homens e que essa diferença aumenta quando elas têm filhos. "Apenas 16% das mães com filhos pequenos praticam exercícios físicos regularmente, em comparação com 30% das mulheres sem filhos. Nos homens, porém, quase não houve diferença entre os que são pais e os que não são. Tudo isso indica que a maternidade reduz o tempo disponível para cuidados pessoais, o que impacta um hábito tão importante para a saúde quanto a atividade física", destaca Barbuscia. Segundo a autora, uma maior partilha da responsabilidade parental entre mães e pais ajudaria a reduzir as desigualdades observadas. Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Family Studies. "Se quisermos construir famílias saudáveis e incentivar as pessoas a terem filhos, precisamos de começar por garantir que a criação dos filhos não tenha um impacto tão desigual sobre homens e mulheres", conclui.
Ser mãe afeta mais a saúde do que ser pai, mostra estudo
Achados foram publicados na revista científica Journal of Family Studies






