Os sinais cada vez mais fortes de desaceleração da economia, inclusive no mercado de trabalho, podem abrir a porta para o Banco Central levar a taxa básica de juros (Selic), hoje em 14% ao ano, para 13,25% no final de 2026, avalia o Bradesco.
Apesar do viés de baixa, o banco ainda manteve sua expectativa para a Selic em 13,75% ao ano em dezembro próximo, mesma projeção dos analistas ouvidos semanalmente no Boletim Focus, do Banco Central. Para o ano que vem, a projeção é de uma taxa encerrando o ano em 11%.
"A gente tem essa visão de que a desaceleração da economia, combinada com uma inflação que vai se dissipando, vai permitir ao Banco Central levar a Selic para 11% no ano que vem, talvez 13,25% no final deste ano", afirmou o economista-chefe do banco, Fernando Honorato, em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (7).
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deve fechar 2026 em alta de 5%, apontou o banco, que revisou para baixo sua expectativa para a variação de preços neste ano, que estava em 5,3%.
Para o ano que vem, a instituição financeira espera uma alta de preços de 4,10%, abaixo dos 4,22% da expectativa dos analistas da pesquisa Focus.















