A diretoria da Voepass orientou que panes nos aviões da empresa fossem omitidas e só reportadas quando a aeronave retornasse à base principal da empresa em Ribeirão Preto (SP).
A orientação era passada em um grupo de WhatsApp que, entre outros, contava com José Luiz Felício Filho, presidente da empresa, com o gerente do CCO (Centro de Controle Operacional), Willian Agatz, com o diretor técnico, Eric Consoli, e com o chefe do CCO, Raphael Limongi de Figueiredo.
A informação consta no relatório apresentado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), que indiciou 16 pessoas pela queda de um avião da companhia, em 9 de agosto de 2024, que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo.
A existência desse grupo, segundo o documento da PF, consta em depoimento do despachante John Major Viana. Tanto ele quanto as quatro pessoas citadas estão entre os indiciados pela PF.
"Ademais, o mesmo depoente relatou a existência de um grupo de aplicativo de mensagens [WhatsApp] que reunia, além do Diretor-Presidente José Felício, o próprio William Agatz, Eric Consoli e Raphael Limongi, no qual a diretoria questionava reiteradamente a equipe operacional se seria possível 'segurar' a liberação e sugeria que a irregularidade fosse reportada apenas na base principal", diz o texto.












