0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Preço médio de legumes caiu 19,3% nos supermercados em junho — Foto: Pixabay A inflação medida nos caixas dos supermercados recuou 0,3% em julho. O movimento de deflação foi puxado pelos chamados itens perecíveis, especialmente os legumes, que registraram queda de 19,3% no preço médio, e pela carne bovina (-1,2%), mais do que compensando as altas das frutas (+5,6%) e do leite líquido (+4,4%). O indicador é calculado pela Scanntech — empresa de inteligência de dados que analisa 15 bilhões de tíquetes por ano e cobre cerca de 75% do varejo alimentar brasileiro. No acumulado de 12 meses, os preços médios nos supermercados registram alta de 3,18%. A taxa está acima da inflação dos produtos industrializados (FMCG), que acumulou variação de 2,40% no mesmo período. A diferença entre os dois indicadores evidencia a aceleração dos preços dos produtos frescos ao longo dos últimos 12 meses. Em julho, porém, esse movimento começou a se inverter, afirma Priscila Ariani, diretora de Marketing e responsável pelos estudos da Scanntech Brasil. — A inflação total recuou 0,29% na comparação mensal, enquanto a cesta de produtos industrializados (FMCG) avançou 0,14%. A principal explicação foi a forte desaceleração dos preços dos legumes, especialmente do tomate, cujo preço médio caiu 40,8%, e da batata, com recuo de 26,4% em relação ao mês anterior. São variações muito expressivas. A batata, por exemplo, estava com preços elevados por causa das chuvas em Minas Gerais e agora passa por um movimento de acomodação — afirma a executiva. Além do tomate e da batata, os dados apontam uma queda significativa no preço do arroz, que recuou 24,4%, do café, queda de 8,5% e do açúcar, que caiu 21,7%. As maiores altas, no que a Scanntech chama de cesta de mercearia básica, foram observadas no feijão, que subiu 12,8% em relação a junho, e o sal, com acréscimo de 10,2; Apesar de uma onda de revisões para baixo das projeções para o IPCA neste ano, após a divulgação da prévia da inflação de julho e o resultado da indústria, o mercado tem manifestado preocupação com o El Niño, especialmente, sobre o preço de alimentos. Nos mercados, o levantamento da Scanntech mostra ainda que o varejo ampliou o uso de promoções em 2026. Do total de produtos vendidos, 25,8% foram comercializados em ações promocionais, participação 1,4 ponto percentual superior à registrada no ano passado. Em média, segundo os dados do estudo as promoções elevam as vendas em 58,3%. — Varejo e indústria têm recorrido às promoções como alavanca para o crescimento. A duração e a intensidade das campanhas aumentaram. Em todos os meses de 2026, as promoções tiveram peso maior do que no ano passado, o que revela um ambiente comercial mais agressivo — diz Priscila.