Especialistas acreditam que vírus já circulava meses antes da declaração da epidemia e que número real de infectados pode ser muito maior do que o registrado oficialmente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Passageiros que desembarcaram de uma embarcação interceptada pelas autoridades de saúde aguardam para fazer exames após a morte de um passageiro com suspeita de ebola, em Kinshasa, na República Democrática do Congo, em 6 de agosto de 2026. As autoridades disseram que o passageiro havia desembarcado anteriormente na cidade — Foto: REUTERS/Benoit Nyemba Os casos confirmados de ebola na República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire) ultrapassaram 4 mil no surto atual ocasionado pela cepa Bundibugyo, segundo dados do governo. A epidemia, a segunda maior do mundo, foi descrita como a de propagação mais rápida já registrada. Especialistas acreditam que as infecções já circulavam meses antes da declaração do surto, em 15 de maio, e que o número real de casos pode ser muito maior do que o registrado oficialmente. O instituto de saúde pública do país da África Central informou, em seu relatório mais recente, que o número total de infecções chegou a 4.053, incluindo 1.850 mortes. Foram registrados casos em cinco províncias do país: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uele e Tshopo. Uma reportagem publicada na revista Science no mês passado apontou que o surto na RDC havia começado em janeiro, ou até mesmo antes, em Ituri. Os pesquisadores identificaram mais de 500 casos suspeitos entre meados de janeiro e 15 de maio. Funcionários da Cruz Vermelha usando equipamentos de proteção individual (EPIs) se preparam para baixar o caixão do médico Tibenderana Katho Blaise, que trabalhava no Centre Medical Evangelique (CME), na comuna de Hoho, e morreu de ebola, enquanto organizações humanitárias intensificam os esforços para conter um novo surto da doença causado pelo vírus Bundibugyo, no cemitério de Nyamurongo, na cidade de Bunia, província de Ituri, República Democrática do Congo, em 26 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere/Foto de arquivo A detecção tardia, a vigilância sobrecarregada, o conflito militar e a falta de vacinas e tratamentos para as espécies do vírus envolvidas permitiram que a doença ultrapassasse desta vez os esforços de contenção. Até o momento, apenas o surto ocorrido na África Ocidental entre 2014 e 2016 foi maior, com mais de 28 mil casos registrados na Guiné, Libéria e Serra Leoa.
Surto de ebola na República Democrática do Congo ultrapassa 4 mil casos
Especialistas acreditam que vírus já circulava meses antes da declaração da epidemia e que número real de infectados pode ser muito maior do que o registrado oficialmente










