Matheus Dias, economista do FGV Ibre, explicou que o resultado é explicado por quedas acentuadas na indústria extrativa como do minério de ferro e bovinos, e dos grupos Alimentação e Transportes para os consumidores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,86% em julho, depois de recuar 0,79% em junho, segundo informações da Fundação Getulio Vargas. Com este resultado, o índice acumula alta de 2,12% no ano e de 2,77% em 12 meses. Em julho de 2025, o IGP-DI havia cedido 0,07% e acumulava alta de 2,91% em 12 meses. O resultado ficou acima da mediana de -0,95% das projeções dos economistas ouvidos pelo VALOR DATA, e dentro do intervalo das projeções de -1,15% a -0,15%. No acumulado em 12 meses, a mediana era de 2,68%, com intervalo de 2,51% a 3,49%. “Impacto de quedas acentuadas na indústria extrativa refletiu no IPA-DI ainda negativo em julho. Parte do recuo pode ser atribuída ao minério de ferro e bovinos, com taxas de -3,7% e -3,6%, respectivamente. Ainda pelo lado das quedas, no IPC, os grupos Alimentação e Transportes lideraram as variações negativas”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. Em julho, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,31%, ante recuo de 1,36% no mês anterior. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais caiu 0,96% em julho, de -0,05% no mês anterior. Em movimento similar, o índice de Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, recuou de 0,01% em junho para -0,08% em julho. A taxa do grupo Bens Intermediários registrou alta de 0,73% em julho, ante 0,02% em junho. O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,11%, aprofundando a queda em sua taxa em comparação a junho, de -0,04%. Por fim, o estágio das Matérias-Primas Brutas caiu 3,02% em julho, queda menos intensa que a de -3,19% observada no mês anterior. Em julho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou queda de 0,08%, ante alta de 0,36% um mês antes. Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, seis classes apresentaram desaceleração de preços: Alimentação (0,47% para -0,87%), Transportes (0,10% para -0,29%), Despesas Diversas (1,30% para -0,03%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,22%), Vestuário (-0,52% para -1,22%) e Comunicação (0,02% para -0,06%). Em contrapartida, duas classes de despesa exibiram aumento em suas taxas de variação: Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 1,06%) e Habitação (0,37% para 0,39%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,61% em julho, ante 0,78% observada em junho. Analisando os três grupos componentes do INCC, Materiais e Equipamentos recuou de 0,56% para 0,31%; Serviços ampliou a alta de 0,15% para 0,37%; e Mão de Obra reduziu de 1,15% para 1,02%. O Núcleo do IPC registrou taxa de 0,25% em julho, abaixo do apurado no mês anterior, de 0,40%. Dos 85 itens componentes do IPC, 40 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 24 apresentaram taxas abaixo de ‑0,03%, linha de corte inferior, e 16 registraram variações acima de 0,45%, linha de corte superior. O Índice de Difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, ficou em 50,97%, 6,45 pontos percentuais abaixo do registrado em junho, quando o índice foi de 57,42%. — Foto: Bloomberg
IGP-DI cai 0,86% em julho e acumula alta de 2,77% em 12 meses, informa FGV
Matheus Dias, economista do FGV Ibre, explicou que o resultado é explicado por quedas acentuadas na indústria extrativa como do minério de ferro e bovinos, e dos grupos Alimentação e Transportes para os consumidores






