Moradores europeus e turistas de verão estão buscando maneiras de se manter seguros e frescos enquanto o continente sofre com uma onda de calor histórica, a segunda em apenas dois meses.

Alertas urgentes de calor foram emitidos em mais de uma dúzia de países. O calor interrompeu linhas ferroviárias na Grã-Bretanha, forçou o fechamento antecipado de pontos turísticos populares como o Louvre e a Torre Eiffel, e causou falhas na rede elétrica da França, deixando mais de 68 mil residências sem eletricidade até quarta-feira.

A França registrou seus dias mais quentes da história neste ano, segundo a agência meteorológica do país, a Météo-France. A agência comparou a severidade da onda de calor à de agosto de 2003, quando um período de 16 dias de calor intenso causou 70 mil mortes em toda a Europa.

Moradores de todo o continente estão sofrendo com o calor extremo desta semana, agravado ainda mais pela falta de ar-condicionado em alguns países europeus. Pelo menos 40 pessoas, muitas delas adolescentes, morreram afogadas na França na última semana, levando autoridades a alertar contra banhos em áreas sem supervisão.

Meteorologistas afirmam que as temperaturas em toda a Europa Ocidental devem retornar gradualmente a níveis mais sazonais a partir de sexta-feira, enquanto a Europa Oriental se prepara para um fim de semana escaldante. Mas a alta temporada de viagens de verão na Europa normalmente só acontece em julho e agosto, quando as temperaturas geralmente sobem ainda mais do que em junho.