Moradores da Europa e turistas que passam o verão no continente buscam maneiras de se manter seguros e amenizar o calor diante de uma onda histórica de altas temperaturas — a segunda em apenas dois meses. Alertas urgentes foram emitidos em mais de uma dezena de países. O calor interrompeu serviços ferroviários no Reino Unido, levou atrações como o Museu do Louvre e a Torre Eiffel a encerrarem o funcionamento mais cedo e provocou falhas na rede elétrica na França, deixando mais de 68 mil residências sem energia até quarta-feira. A França registrou na terça e na quarta-feira os dias mais quentes de sua história, segundo a agência meteorológica nacional, a Météo-France. O órgão comparou a intensidade da atual onda de calor à de agosto de 2003, quando um período de 16 dias de temperaturas extremas causou cerca de 70 mil mortes na Europa. Em todo o continente, moradores enfrentam o calor intenso, agravado pela baixa presença de ar-condicionado em diversos países europeus. Na França, pelo menos 40 pessoas morreram afogadas na última semana, muitas delas adolescentes, o que levou autoridades a reforçar o alerta para evitar banhos em locais sem supervisão. Meteorologistas afirmam que as temperaturas na Europa Ocidental devem voltar gradualmente aos níveis típicos da estação. O auge da temporada de turismo, porém, costuma ocorrer em julho e agosto, meses que normalmente registram temperaturas ainda mais altas do que junho. Europeus tentam se refrescar durante onda de calor 1 de 15 Um casal se refresca na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 2 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 4 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte em Trocadéro durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 Um turista se refresca em uma fonte durante uma onda de calor no centro de Copenhague — Foto: Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP 6 de 15 Um homem se refresca com a água de uma fonte enquanto visita o centro histórico de Sarajevo — Foto: ELVIS BARUKCIC / AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 8 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 10 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP 12 de 15 Uma mulher espirra água no beco ao lado de sua casa para se refrescar, em uma área da zona leste de Leeds, na Inglaterra — Foto: Oli SCARFF / AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Um membro da equipe do festival Hellfest borrifa água para refrescar o público na França — Foto: Sebastien Salom-Gomis / AFP 14 de 15 Pessoas tentam se refrescar com mangueira em Colônia, na Alemanha — Foto: Ina FASSBENDER / AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Jovens saltam de uma ponte no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor em Paris — Foto: JOEL SAGET / AFP Turistas acostumados ao uso disseminado de ar-condicionado em países como Estados Unidos, Japão e Emirados Árabes Unidos podem estar ainda menos preparados para enfrentar o calor europeu. Veja algumas recomendações para planejar a viagem. Procure hospedagem com ar-condicionado O ar-condicionado é muito menos comum na Europa do que nos Estados Unidos e em países do Leste Asiático. Na França, cerca de um quarto das residências possui o equipamento. No Reino Unido, ele ainda é considerado um item de luxo em muitas casas, construídas para reter calor. Katie Wignall, guia da empresa Look Up London Tours, afirma que a maioria dos hotéis oferece ar-condicionado, mas recomenda verificar essa informação ao reservar imóveis de temporada, já que muitas residências não possuem sistemas de refrigeração. Em Londres, ela sugere utilizar as linhas Circle, District e Elizabeth do metrô, além da London Overground, que costumam ser climatizadas. Alguns ônibus também têm ar-condicionado, mas outros podem ser extremamente quentes. Por isso, a recomendação é priorizar o metrô. Em Roma, hotéis de três estrelas ou mais geralmente oferecem ar-condicionado, segundo Fabio Coppola, proprietário da rede de hostels YellowSquare. Já em acomodações alugadas por plataformas como Airbnb, vale confirmar previamente a disponibilidade do equipamento. Fique perto de parques e piscinas Nos horários mais quentes, a recomendação é caminhar por parques arborizados ou procurar áreas públicas para banho. Na região de Île-de-France, onde fica Paris, um site do governo permite localizar abrigos climáticos e espaços de resfriamento a até dez minutos de caminhada. Cidades como Barcelona, Berlim e Viena oferecem serviços semelhantes. O escritório de turismo de Paris também mantém uma lista de piscinas públicas. Onda de calor atinge a Europa no início do verão 1 de 10 Pessoas se refrescam sob fontes de água na área de lazer Madri por conta da primeira onda de calor do verão. — Foto: Thomas Coex / AFP 2 de 10 Mulher usa um leque para se refrescar em parque de Madri durante a primeira onda de calor do verão — Foto: Thomas Coex/ AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Pessoas caminham pela rua enquanto um termômetro indica temperatura de 36ºC durante onda de calor no centro de Nantes, oeste da França — Foto: Loic Venance/AFP 4 de 10 Torcida se reúne sob forte calor para acompanhar torneio de Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Público e atletas enfrentam forte calor em Wimbledon; Aryna Sabalenka se refresca durante partida — Foto: Adrian Dennis/AFP 6 de 10 Uma mulher segura um guarda-chuva para se proteger do sol em um dia quente de verão, em Roma. — Foto: Tiziana Fabi / AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP 8 de 10 Termômetros a 44°C põem Europa em alerta para onda de calor recorde no continente — Foto: Thomas Coex/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Público enfrenta calor para acompanhar partidas em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP 10 de 10 Mulher abana casal durante partida em Wimbledon — Foto: Henry Nicholls/AFP X de 10 Publicidade Regiões da Itália proibiram trabalho ao ar livre nas horas mais quentes A guia Sophie Gacheny recomenda evitar as piscinas públicas mais lotadas e o Rio Sena, optando pelo Canal Saint-Martin, reaberto para banho devido à onda de calor. Ali, é possível aproveitar a brisa da água e nadar nas áreas autorizadas. Em Londres, famílias podem se refrescar nas fontes da Somerset House ou da Granary Square, em King's Cross. As ruas arborizadas do bairro de Bloomsbury também oferecem sombra. Outra opção pouco conhecida são os cemitérios históricos conhecidos como "Magnificent Seven", que funcionam como áreas verdes abertas ao público. Em Roma, a dica é evitar o centro histórico durante os períodos de maior calor e caminhar pelos jardins da Villa Borghese ou do Giardino degli Aranci. Também é possível pegar um trem de cerca de 30 minutos até Ostia para nadar gratuitamente no Mar Mediterrâneo ou seguir até Santa Marinella, uma alternativa mais tranquila. Em Milão, a piscina pública histórica Bagni Misteriosi é outra opção. Aproveite atrações subterrâneas O subsolo costuma registrar temperaturas mais amenas. Em Berlim, visitantes podem conhecer um bunker da Segunda Guerra Mundial ou túneis de fuga construídos durante a Guerra Fria entre os setores oriental e ocidental da cidade. Em Praga, passeios pelo subsolo revelam antigas prisões, cisternas medievais e passagens do século XIII, construídas antes da elevação da cidade para evitar enchentes. Quais destinos vão liderar o turismo em 2026? 1 de 5 Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) - O emirado investe em grandes museus e distritos culturais, ampliando a oferta artística e apostando em projetos urbanos sustentáveis. — Foto: Pexels 2 de 5 Costa do Oregon (Estados Unidos) - Com quase 600 quilômetros de litoral, a região combina paisagens naturais preservadas, transporte mais limpo e iniciativas de turismo inclusivo. — Foto: Pexels X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Costa Rica - A Península de Osa concentra uma das maiores biodiversidades do planeta, com ecoturismo estruturado e hospedagens voltadas à sustentabilidade. — Foto: Pexels 4 de 5 Guimarães (Portugal) - Capital Verde Europeia, a cidade alia patrimônio histórico, juventude e requalificação urbana com foco ambiental. — Foto: Pexels X de 5 Publicidade 5 de 5 Ilhas Hébridas (Escócia) - O arquipélago valoriza sítios arqueológicos milenares e tradição local, com gestão controlada do turismo e preservação cultural. — Foto: Pexels Lista destaca locais que combinam preservação ambiental, impacto positivo nas comunidades e novas atrações culturais Em Paris, o Museu dos Esgotos oferece uma perspectiva diferente sobre a história da capital francesa. As Catacumbas também são uma alternativa, embora costumem ficar bastante cheias. Prefira museus, igrejas e catedrais Museus, igrejas e catedrais costumam ser mais frescos graças às paredes espessas, aos tetos altos e, em alguns casos, ao ar-condicionado. Em Paris, a Catedral de Notre-Dame abre às 8h, considerado o melhor horário para visita. À tarde, a recomendação é escolher museus como o Museu de Arte Moderna de Paris ou o Museu Carnavalet, instalado em uma antiga mansão climatizada. Em dias de calor extremo, é importante verificar previamente os horários de funcionamento, pois alguns espaços fecham mais cedo. Em Londres, Katie Wignall recomenda os andares superiores do Victoria and Albert Museum. Igrejas históricas, como St. Bartholomew the Great e a Catedral de São Paulo, também costumam ser menos lotadas e oferecem um ambiente mais fresco do que atrações como o Museu Britânico ou a Abadia de Westminster. Antecipe os passeios e deixe a bicicleta para o fim da tarde Com o calor intenso durante o dia e noites excepcionalmente quentes, a orientação é iniciar os passeios cedo. Para conhecer bairros de Paris, o ideal é caminhar entre 7h e 11h. Durante a tarde, a recomendação é descansar na hospedagem ou permanecer em bares e cafés de hotéis, que costumam ter ar-condicionado. No início da noite, por volta das 18h, o clima fica mais agradável para explorar a cidade de bicicleta.
Vai viajar para a Europa durante uma onda de calor? Saiba como se proteger
Com temperaturas extremas e alertas em diversos países, turistas precisam adaptar roteiros para enfrentar o calor, priorizando locais climatizados, áreas verdes e passeios nos horários mais amenos
Segunda onda de calor em 2 meses: França atinge recordes, 68k residências sem energia, 40 afogamentos em uma semana. Infraestrutura crítica exposta a stress climático; CTO devem planejar redundância datacenter EU e continuidade operativa.














