Agora parece óbvio que toda a valorização dos ativos e o surto de riqueza que a bolha financeira no final do século XIX provocou não eram sustentáveis 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 — Foto: Yellowlix / Pixabay Faz um par de semanas entabulei conversa com um conhecido que há alguns meses fez 100 anos. Me explicou ele que a coisa mais estranha para quem chega lá é o tempo: vivemos um dia atrás do outro como se ele não passasse, até que um dia despertamos para o fato de que sim, ele passou. A melhor descrição, me disse, é o poema “Retrato”, de Cecília Meireles, ao final do qual se lê: “Eu não dei por esta mudança / Tão simples, tão certa, tão fácil / Em que espelho ficou perdida / a minha face?”.

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