Em uma era marcada pela hiperconexão, experiências únicas e momentos longe dos holofotes ganham espaço como símbolos de sofisticação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Menos ostentação, mais significado: a nova forma de enxergar o luxo — Foto: Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/07/2026 - 09:01 "Novo Luxo: Prioridade é Tempo, Privacidade e Experiências Únicas" O conceito de luxo está mudando, priorizando tempo, privacidade e experiências personalizadas, em vez de ostentação. Segundo Dillyene Santana, o "novo luxo" foca na exclusividade e em momentos significativos. Renata Rode destaca a necessidade de desacelerar diante da hiperconexão, valorizando pausas e bem-estar. O descanso agora é símbolo de sofisticação, promovendo equilíbrio e saúde mental. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Durante muito tempo, a ideia de luxo esteve ligada àquilo que era facilmente reconhecido: grandes marcas, carros exclusivos, joias e símbolos de status. Nos últimos anos, porém, parte dos consumidores de alto poder aquisitivo passou a valorizar outro tipo de sofisticação, menos evidente aos olhos do público e mais relacionada à privacidade, ao conforto e a experiências personalizadas. Para a criadora de conteúdo de estilo de vida de alto padrão Dillyene Santana, essa transformação representa uma mudança na maneira como as pessoas enxergam o consumo. "Eu enxergo o luxo como liberdade. Liberdade de escolher, de viver experiências únicas e de não precisar provar nada para ninguém. Na minha opinião, a ostentação perdeu espaço porque quem realmente tem acesso ao extraordinário não sente necessidade de anunciá-lo o tempo todo", afirma. Segundo ela, o chamado "novo luxo" está menos relacionado à exibição e mais à exclusividade. Viagens planejadas de forma personalizada, serviços diferenciados, produtos artesanais, perfumes de nicho e momentos que dificilmente podem ser reproduzidos passaram a ocupar esse lugar de desejo. "O novo luxo está na exclusividade, na privacidade, no atendimento impecável, em uma viagem personalizada, em um perfume de nicho, em uma peça produzida com excelência ou em um jantar que poucas pessoas têm a oportunidade de vivenciar", explica. Dillyene afirma que, para ela, o conceito está ligado à forma como cada pessoa escolhe aproveitar a própria vida: "No meu dia a dia, vivo o luxo muito mais como uma experiência do que como uma vitrine. Gosto de investir em qualidade, conforto e momentos que criam memórias. Para mim, o verdadeiro luxo não é ser visto, mas viver algo que faz sentido para você. Quem precisa convencer os outros geralmente ainda está em busca de status. Quem já encontrou seu lugar no mundo entende que o luxo mais sofisticado é o tempo." O valor de desacelerar A busca por uma vida mais reservada e por experiências significativas também dialoga com uma mudança mais ampla de comportamento: a necessidade de reduzir o ritmo em uma rotina marcada pela hiperconexão. Para a especialista em relacionamentos Renata Rode, esse movimento está relacionado ao excesso de estímulos provocado pela vida digital. Segundo ela, a presença constante nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens criou uma pressão para que as pessoas estejam sempre produzindo, compartilhando e demonstrando resultados. "Desde os avanços dos aplicativos de mensagens, redes sociais e maior integração e conectividade, nos vemos forçados a performar mais e melhor o tempo todo. O resultado disso é que passamos a viver no automático, estando online no celular e não presentes na vida real. Isso é exaustivo", diz. Autora do livro "Todo Mundo Erra", Renata defende que a desaceleração se tornou uma necessidade diante dos impactos físicos e emocionais de uma rotina acelerada. Para ela, muitas pessoas ignoram sinais do próprio corpo até que eles se tornem mais evidentes. "A gente faz tanto por tudo e todos há tanto tempo que não percebe os sinais que o corpo está dando. O sono sente, as costas doem, a cabeça não responde, ou seja, entramos em estado de alerta sem perceber", diz. O descanso como novo símbolo de bem-estar Nesse cenário, momentos de pausa passaram a ganhar um novo significado. A especialista explica que, para muitas pessoas, descansar ainda vem acompanhado de culpa, como se parar fosse sinônimo de improdutividade. "As pessoas precisam aprender que necessitam de rotina, horários e atividades para manter tudo em equilíbrio. O corpo é uma máquina maravilhosa e perfeita, que precisa ser alimentada da maneira correta", acrescenta. Segundo Renata, esse comportamento também ajuda a explicar o crescimento de experiências voltadas ao bem-estar, como hotéis e retiros que têm como principal proposta oferecer descanso, silêncio e reconexão. "Nos acostumamos tanto com o barulho, o caos e as cobranças que, quando nos forçamos a experimentar o silêncio, a calmaria e o descanso, nos sentimos desconfortáveis", avalia. Para ela, incorporar pequenas mudanças na rotina pode ser um caminho para recuperar a presença no cotidiano. Entre as sugestões estão reservar momentos sem estímulos digitais, retomar atividades prazerosas e permitir pausas sem a necessidade de transformá-las em conteúdo. "Comece se dando uma massagem de presente e permita-se desfrutar daqueles sessenta minutos estando ali, só com você. Aprenda a valorizar o que te faz bem e entenda que você não vai mudar o mundo, mas é responsável por como vê e recebe tudo ao seu redor", orienta. Na visão da especialista, o bem-estar também passa por experiências que não dependem de validação externa. "Permita-se, ao menos algumas vezes, contemplar a vida sem precisar de likes: memórias fotográficas valem muito mais que seguidores e fazem milagres à sua saúde física e mental", conclui.
O novo luxo: por que tempo, privacidade e experiências passaram a valer mais
Em uma era marcada pela hiperconexão, experiências únicas e momentos longe dos holofotes ganham espaço como símbolos de sofisticação









