O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aprovou um pedido feito pela concessionária Norte Energia, dona da hidrelétrica da Belo Monte, no Pará, para reduzir ao mínimo possível a liberação da água que corre pelo trecho do rio Xingu desviado pela usina, um trajeto de 100 quilômetros de extensão que há anos sofre com os impactos causados pela barragem.

Conforme informações obtidas pela Folha, o pleito da empresa foi acompanhado por um pedido do MME (Ministério de Minas e Energia). Com apoio da pasta, a Norte Energia pediu ao Ibama que autorizasse a redução da vazão mínima de seu reservatório intermediário de 300 m³/s (metros cúbicos por segundo) para 100 m³/s, para evitar a redução do reservatório e outros riscos provocados pela seca que venham a ser causados pelo fenômeno do El Niño.

Essa redução mexe diretamente com o ciclo de vida do rio e de milhares de pessoas que vivem ao longo de uma área conhecida como Volta Grande do Xingu, na região de Altamira.

No pedido feito em julho, a empresa solicitou que a alteração vigorasse entre 9 de agosto e 30 de novembro de 2026, período considerado o mais seco. A retenção de água da usina tem o objetivo e garantir mais volume para gerar energia.