“Temos mais de 110 milhões de clientes no Brasil, mas apenas cerca de 7% de participação de mercado. Poderíamos dobrar ou até triplicar o tamanho do Nubank apenas no Brasil“. A frase de David Vélez, fundador e CEO global do Nubank, resume a ambição da fintech que se tornou case de escala global nascida no Brasil. Para startups e empreendedores, a mensagem é clara: mesmo em um mercado saturado, ainda há espaço para crescer — se você tiver modelo, execução e fôlego.

De desafiante a incumbente: a transição que toda startup sonha (e teme)

O Nubank vive hoje o que toda startup de sucesso almeja: deixar de ser o “desafiante disruptivo” para se tornar um “incumbente digital” — grande, estabelecido e com poder de mercado, mas mantendo a agilidade e eficiência de uma tech.

A lição para empreendedores: a estratégia muda quando você escala. Enquanto a fase de desafiante exige produtos simples, sem atrito e experiência superior para ganhar mercado, a fase de incumbente demanda aprofundar relacionamentos e conquistar novos segmentos. Rob Livingston, novo CFO do Nubank, foi direto: “O roteiro para os próximos anos do Nubank será focado em aprofundar nossos relacionamentos com os clientes aqui no Brasil, oferecendo produtos adicionais“.