Fintech diz que, desde sua criação, foi responsável pela bancarização de mais de 31,5 milhões de brasileiros, o que equivale a 18% da população adulta O Nubank divulgou uma pesquisa, feita em parceria com a Bain & Company, que mostra sua penetração pelo Brasil. Apesar do maior número de clientes estar nos Estados da região Sudeste, como era esperado, em porcentual da população adulta o banco é muito forte na região Norte. Em Roraima, 74% são clientes do Nubank e no Amapá, 73%. É o mesmo porcentual do Distrito Federal, que fica no Centro-Oeste e tem um perfil populacional diferente. "Quando fundamos o Nubank, queríamos transformar um sistema financeiro que excluía mais do que incluía. Ver que hoje lideramos a preferência dos brasileiros em todas as regiões do país confirma que essa mudança é real e chegou à vida das pessoas", afirma em nota David Vélez, fundador e CEO Global do Nubank. Em entrevista ao Valor, Eduardo Lopes, diretor de Políticas Públicas do Nubank, aponta que os dados revelam algo que vai além da presença no território nacional. "Eles mostram que, onde o sistema financeiro tradicional sempre foi mais ausente, a inclusão avançou de forma mais acelerada. Esse padrão reforça o papel estrutural que modelos digitais podem ter na redução das desigualdades de acesso no Brasil." O Nubank é especialmente relevante em municípios sem agências bancárias físicas, conhecidos como “desertos bancários”. Hoje, quase metade das cidades brasileiras se enquadra nessa realidade, com destaque para estados como Paraíba, Piauí e Tocantins. "Sem dúvida essa questão do 'deserto bancário' é importante. Nos Estados com menor PIB per capita, o Nubank acaba gerando uma bancarização maior." A fintech diz que, desde sua criação, foi responsável pela bancarização de mais de 31,5 milhões de brasileiros, o que equivale a 18% da população adulta. Em Roraima, 33% da população teve seu primeiro contato formal com o sistema financeiro por meio do Nubank. No Acre, foram 29%; no Amapá e no Pará, 28%; no Maranhão, 27%; e no Tocantins, 26% "Em São Paulo, Rio de Janeiro, nas grandes capitais, existe uma oferta muito grande de serviços financeiros, tem agência física no seu bairro, mas quando você vai para Estados menos providos, o impacto da bancarização é maior muito maior. Em 17 Estados, mais de 30% da população têm o Nubank como banco principal", diz Lopes. No Nordeste, o crédito do Nubank alcançou 6,8% do PIB da região em 2025. No Norte, o índice é de 4,4%; no Centro-Oeste, 4%; no Sul, 3,9%; e no Sudeste, 3,8%. O levantamento estima ainda que, até 2025, os clientes do Nubank acumularam uma economia de R$ 134,7 bilhões em tarifas e anuidade. O valor corresponde a recursos que deixaram de ser gastos com serviços bancários e permaneceram com os consumidores. Segundo Lopes, o Nubank continua crescendo sua base de clientes no Brasil, mas a lógica é que, à medida que boa parte da população já estava na base do banco, o foco passe a ser crescer o "share of wallet", ou seja, o quanto de fato os usuários consomem ali e não em outros bancos onde têm relacionamento. "Ainda temos uma participação que pode crescer bastante. Considerando o 'profit pool' do setor bancário, nosso markert share por produto, ainda tem muito espaço para crescer." — Foto: Jonne Roriz/Bloomberg
Nubank avança em desertos bancários; em Roraima e Amapá, mais de 70% são clientes
Fintech diz que, desde sua criação, foi responsável pela bancarização de mais de 31,5 milhões de brasileiros, o que equivale a 18% da população adulta







