Os candidatos principais à Presidência da República mandam seus economistas contarem seus "planos para a economia" a gente da elite econômica, em especial da finança. Faz semanas é assim, vai ser assim nas próximas, antes e depois da eleição.

Ainda assim, a elite agraciada com o privilégio nada republicano dessas visitas de esclarecimento não se diz esclarecida nem sobre os assuntos mais rudimentares dos "planos para a economia", que são o tamanho do gasto federal, dívida pública e taxas de juros.

"Planos para a economia" vai entre aspas porque nessas conversas se trata mal e vagamente de problemas fiscais, apenas parte dos nossos problemas econômicos extensos e variados (ciência, pesquisa, infraestrutura, crédito subsidiado, agências reguladoras, plano para energia, eficiência administrativa do Estado, modos de incentivar fronteira produtiva nova etc.).

Segundo algumas dessas pessoas privilegiadas, a conversa não vai muito além de uma tentativa de demonstração de "responsabilidade" com problemas fiscais.

Ninguém acredita que Lula 4 fará mais do que um remendo. Não acreditam que Lula 4 vá adotar ao menos diretrizes propostas por Fernando Haddad logo no início de Lula 3 e vetadas de vez no final de 2025.