Segundo o ministro, a declaração gerou "profunda insatisfação" na equipe do governo federal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Objetivo de audiência é destravar o empréstimo de R$ 6,6 bi do DF junto ao FGC — Foto: Mateus Bonomi/Reuters O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta quinta-feira (6), que é "totalmente descabida" a afirmação de que a União estaria inerte nas negociações com o governo do Distrito Federal sobre o Banco de Brasília (BRB). Segundo ele, a declaração gerou "profunda insatisfação" na equipe do governo federal. Confira os resultados e indicadores da BRB e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Durigan afirmou que o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a condução do ministro Luiz Fux, é "o único acordo possível" para viabilizar a capitalização do BRB e confirmou que participará da audiência de conciliação marcada para a próxima semana. Como mostrou o Valor, Fux determinou na quarta-feira (5) a realização de nova audiência de conciliação entre o Distrito Federal e a União para tratar da capitalização do BRB. A audiência ocorrerá em 13 de agosto. O objetivo é destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do DF junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A conciliação ocorre após o DF alegar “inércia” da União para viabilizar o empréstimo. “A equipe tem feito inúmeras reuniões para viabilizar tanto as garantias que o GDF (governo do DF) ofereceu, quanto para entender quais são os trâmites que devem ser adotados com os bancos e com o FGC [Fundo Garantidor de Crédito]. [A equipe] Ficou profundamente incomodada com uma declaração desse tipo, que é totalmente descabida", disse Durigan à imprensa. "Lembrando que o que está pendente para a conclusão do acordo são informações e o plano de negócios que envolve o BRB e o GDF, que tem que ser apresentado ao FGC e aos bancos, e precisa ser crível, e os bancos estão fazendo avaliação de quão crível é ou não o plano de negócios do BRB”, acrescentou o ministro. A primeira audiência ocorreu no final de maio. Na ocasião, foi firmado um acordo para a capitalização do BRB, que passou a enfrentar uma crise de liquidez por conta do escândalo ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Neste acordo, o DF se comprometeu a promover medidas de ajuste fiscal que garantam que o empréstimo será quitado. Na quarta-feira, o DF alegou, em pedido feito a Fux, que, decorridos mais de dois meses desde a celebração do acordo, não há “deliberação do Fundo Garantidor de Crédito” nem “há cumprimento, pela União, de seus deveres”. “O acordo que foi estabelecido no Supremo, na mesa do ministro Fux, é o único acordo possível. Então, se hoje há dúvidas sobre garantias do GDF, é preciso que isso seja esclarecido com o Supremo, para que as garantias forneçam o amparo necessário para que as instituições financeiras façam um empréstimo para o GDF”, disse Durigan. O ministro acrescentou que também há dúvidas sobre a estrutura do negócio, especialmente se um eventual empréstimo, limitado a R$ 6,6 bilhões, seria suficiente para garantir a recuperação da instituição. Segundo ele, essa é uma questão que dependerá da estratégia de negócios e do plano de recuperação do BRB. “Se o BRB, como disse na reunião do ministro Fux, tem um plano de recuperação crível, basta apresentar aos bancos e ao FGC, que certamente irão avaliá-lo e tomar a decisão de fazer um empréstimo. Portanto, nada hoje está parado no governo federal, não há nenhuma inércia do governo federal”, enfatizou Durigan. A União, a partir da homologação do acordo, vai alterar os limites do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal (PAF) para permitir que o DF contraia o empréstimo para capitalizar o BRB. Atualmente, esse limite é de pouco mais de R$ 900 milhões em operações sem garantia da União, por isso precisará ser atualizado para que o DF tome o empréstimo bilionário.
União não está parada no caso BRB, rebate Durigan após crítica do governo do DF
Segundo o ministro, a declaração gerou "profunda insatisfação" na equipe do governo federal









