O vereador de São Paulo Senival Moura teve um pedido de habeas corpus aceito e foi solto na terça-feira (4) por determinação da Justiça.

Senival havia sido preso em 25 de junho em uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Ele havia pedido afastamento do PT (Partido dos Trabalhadores) pouco depois da prisão.

A defesa do vereador confirmou que a liberdade foi concedida após o prazo de prisão temporária ter sido extrapolado. O processo está em segredo de Justiça.

Mensagens obtidas pela Polícia Civil a partir da apreensão de celulares mostram o suposto papel de Senival na distribuição informal de recursos da Transunião —empresa suspeita de operar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo as investigações, o parlamentar era "o verdadeiro detentor do poder de condução da estrutura paralela de gestão financeira" da concessionária de transporte e funcionava como uma espécie de "instância superior de deliberação acerca da movimentação informal de recursos".