A portas fechadas, caso é apreciado pelo Pleno do STJ, com a presença dos ministros, do Ministério Público e dos advogados de defesa das partes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministro Marco Buzzi, do STJ — Foto: Divulgação/STJ O ministro afastado Marco Buzzi se sentou na plateia do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para acompanhar, nesta quinta-feira (6), o julgamento do processo administrativo disciplinar em que é acusado de assédio e importunação sexual. Buzzi está afastado desde fevereiro, quando a Corte abriu uma sindicância para investigar as acusações. No processo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pela responsabilização do ministro. O caso é apreciado pelo Pleno do STJ, a portas fechadas, com a presença dos ministros, do Ministério Público e dos advogados de defesa das partes. Dos 33 ministros da Corte, participam 28. A ministra Isabel Gallotti se declarou impedida para atuar no caso, o ministro Og Fernandes está de atestado e o ministro Mauro Campbell está afastado do STJ, uma vez que ocupa o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Buzzi não participa do próprio julgamento e ainda há uma cadeira vaga, deixada pela aposentadoria do ministro Antônio Saldanha Palheiro, em maio. A sessão começou por volta das 9h30 e deve se estender até a tarde. Esta é a primeira vez que o STJ julga um PAD envolvendo um ministro da corte por assédio sexual. Se o plenário decidir pela perda do cargo, a pena máxima para juízes, o caso deve ser enviado para a Advocacia-Geral da União (AGU) para que proponha uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá decidir sobre a aplicação definitiva da sanção. A aplicação da perda do cargo foi regulamentada por uma resolução aprovada pelo CNJ nesta semana, após determinação do STF que acabou com a aposentadoria compulsória. A sanção era alvo de críticas por permitir que magistrados punidos deixassem o cargo, mas continuassem recebendo remuneração. Acusações Há duas acusações de crimes sexuais envolvendo o ministro Buzzi. A primeira delas é de uma mulher de 18 anos que seria filha de amigos do magistrado. Ela teria sido abordada por ele no período em que a família da jovem estava hospedada na casa de praia de Buzzi em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A segunda envolve uma ex-funcionária do gabinete, que relata ter sido vítima de assédio sexual durante o trabalho. O ministro nega as acusações e alega que é inocente.