Três pacientes com câncer de mama afirmam ter sido induzidas por uma médica e um cirurgião-dentista a aderir a um protocolo com altas doses de testosterona e outros hormônios que, segundo eles, seria capaz de curar a doença. Segundo os relatos, os tumores evoluíram de estágio inicial para cânceres avançado ou metastático.
A médica Lana Tiani Almeida da Silva chegou a ser investigada em 2024 após declarações públicas em que negava a existência do câncer de mama, e a Justiça determinou que ela tirasse do ar os vídeos em que fazia tal afirmação. Também foi investigada pelo CRM (Conselho Regional de Medicina) do Pará, e o processo tramita sob sigilo no CFM (Conselho Federal de Medicina). A médica permanece com o registro ativo.
O cirurgião-dentista Marco Antônio Botelho Soares, por sua vez, é investigado pelo Ministério Público de São Paulo. Ele foi indiciado pela Polícia Civil no ano passado por suspeita de charlatanismo, falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. Segundo o CFO (Conselho Federal de Odontologia), o registro de Botelho foi cassado e ele está impedido de exercer a profissão por atuar fora do âmbito da odontologia.
Os dois, porém, continuam trabalhando por meio de consultas virtuais e com uma rede de médicos e outros profissionais parceiros que seguem o mesmo protocolo, embora a localização de ambos seja desconhecida. Eles foram procurados pela reportagem em três ocasiões, em 24 de junho e nos dias 2 e 6 de julho, por mensagens e ligações telefônicas, mas não responderam até a publicação deste texto. Também bloquearam dois números da repórter.








