Foi no banho, em julho de 2024, que a assistente financeira Talita da Silva Lopes, 42, de São Paulo, sentiu um caroço na mama direita. Na mesma semana, fez um ultrassom em laboratório particular que confirmou um nódulo de 3 centímetros. Levou o exame à UBS Jardim Nélia, sua unidade de referência na zona leste.

Segundo ela, à época, a médica olhou o exame, disse que não havia características de malignidade e recomendou acompanhamento a cada seis meses. Nos meses seguintes, porém, começaram a aparecer ínguas doloridas nas axilas. Então voltou a relatar o incômodo durante consulta na UBS, conta.

"A médica analisou, viu que tava inchado, dolorido, mas só passou ibuprofeno [anti-inflamatório]. Disse que, se não melhorasse, era para voltar lá que tinha que tomar antibiótico, o que eu acabei fazendo logo depois. Mas só foi camuflando o que eu estava sentindo", diz.

Em novembro de 2025, outro exame apontou um linfonodo aumentado na mama direita. Foi encaminhada a um mastologista, que a atendeu em janeiro deste ano.

A médica avaliou que o nódulo estava crescendo rápido e pediu uma biópsia. Talita diz que, no mesmo mês, começou a sentir dores fortes nos ossos e perda de força no tronco. A biópsia na mama só foi feita no dia 6 de março.