Dia desses, ao sair do jornal para fazer uma entrevista em Alphaville, cerca de 25 km a oeste da capital paulista, qual não foi minha surpresa ao ler na tela do meu celular que o carro solicitado tinha na placa as iniciais DKH.

Ao entrar no veículo, após confirmar que estava no carro correto, perguntei ao motorista se ele havia percebido o cacófato que carregava estampado nas placas dianteira e traseira e se tinha notado isso quando elas lhe foram entregues.

Rindo, ele respondeu: "DKH? Sim! Eu vi e achei do caramba! Eu gostei dessa. Tive outro carro que era PIX. Tem umas placas que são piores, né? GAY 69... Eu tiro fotos de algumas, mas hoje em dia o povo tá tão melindroso que eu guardo para mim e nem posto em rede social, porque as pessoas podem ficar ofendidas. Trabalho há uns dois anos aqui, umas oito horas por dia, então vejo muitas como SUMIU, FRIU e outras".

No meio de nossa conversa, emparelhou conosco um carro com as iniciais FBI — o que fez com que confirmasse a pauta.

No Brasil, o sistema de identificação de veículos passou por uma grande mudança com a adoção da placa Padrão Mercosul, que substituiu o antigo modelo a partir de 2018.