A entidade de direitos digitais Ctrl+Z pediu à AGU (Advocacia-Geral da União) e ao Ministério da Justiça a investigação sobre a Meta por anúncios falsos sobre o programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil veiculados em Facebook, Instagram e WhatsApp.

Segundo a organização, a empresa foi omissa na retirada das propagandas fraudulentas e lucrou com a circulação delas.

Os pedidos têm como base levantamento do NetLab, laboratório da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) especializado em estudos sobre internet. De acordo com o estudo, 48 páginas veicularam nas redes da Meta 544 anúncios fraudulentos sobre renegociação de dívidas pelo governo entre 1º de abril e 14 de junho deste ano.

Segundo o estudo, os primeiros anúncios foram identificados em 9 de abril, quase um mês antes do lançamento do Desenrola (4 de maio). Um dia após o anúncio do programa, houve um pico de propagandas falsas, com 113 publicações mapeadas.

Além do novo Desenrola, as postagens apresentavam um suposto programa chamado Libera Brasil, cujas condições de negociação seriam mais vantajosas em comparação às oferecidas pelo outro programa.