Confederação promove neste ano 712 partidas femininas no país, distribuídas em nove competições nacionais, sendo cinco adultas e quatro de base 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torneio pode ampliar investimentos na modalidade e deixar um legado de longo prazo no Brasil — Foto: AP/Dolores Ochoa A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, deve acelerar o crescimento do futebol feminino dentro e fora de campo. A avaliação foi feita por representantes da Fifa, da CBF e da Globo em painel da Rio Innovation Week, nesta quarta-feira (5). Além do aumento da audiência e do interesse comercial, os participantes destacaram que o torneio pode ampliar investimentos na modalidade e deixar um legado de longo prazo. A gerente de competições da CBF para a Copa do Mundo Feminina de 2027, Aline Pellegrino, afirmou que o torneio será uma oportunidade para consolidar avanços que vêm acontecendo no futebol feminino brasileiro. Segundo ela, a Fifa estruturou um plano de legado baseado em três frentes: fortalecimento da modalidade, impacto social e melhorias na infraestrutura. "O primeiro legado é a Copa acontecer no Brasil. Agora precisamos aproveitar esse momento para gerar mudanças que permaneçam por muitos anos", disse Pellegrino. Ela destacou que o calendário do futebol feminino cresceu nos últimos anos. Entre 2013 e 2015, a Fifa organizou 127 partidas femininas. No ciclo entre 2025 e 2027, a previsão é chegar a 348 jogos, enquanto o número de seleções disputando vaga na Copa passou de 134 para 180. No Brasil, a CBF promove neste ano 712 partidas, distribuídas em nove competições nacionais, sendo cinco adultas e quatro de base. A representante da CBF afirmou ainda que o país conta com boa parte da infraestrutura necessária graças aos grandes eventos esportivos realizados nos últimos anos, mas que estádios e centros de treinamento passarão por melhorias para atender às exigências da competição. Segundo a dirigente, a divulgação da tabela e das cidades-sede deve acelerar os preparativos. Outro avanço citado por Pellegrino é a exigência da Fifa de que todas as seleções participantes das competições femininas tenham ao menos uma mulher na comissão técnica, como treinadora ou auxiliar técnica. Cobertura A comentarista da Globo Ana Thaís Matos afirmou que a emissora prepara uma cobertura semelhante à da Copa do Mundo masculina, com transmissões nos estádios, documentários, reportagens especiais e produções de entretenimento voltadas ao futebol feminino. Segundo ela, uma pesquisa encomendada pela emissora mostra que 65% dos brasileiros já sabem que a Copa será realizada no país, o que indica espaço para crescimento da audiência. O levantamento também apontou que, atualmente, há mais homens do que mulheres consumindo futebol feminino. "O futebol feminino não é mais um nicho. É um produto consolidado, que atrai audiência, patrocinadores e interesse comercial", afirmou Matos. O diretor de transmissões esportivas da Globo, George Guilherme, disse que a emissora pretende mobilizar sua rede de afiliadas em todo o país para acompanhar o torneio e defendeu que a Copa pode inspirar uma nova geração de atletas e profissionais. Segundo ele, a competição acontece em um momento importante para ampliar a presença feminina no esporte e na cobertura jornalística.