'É preciso transformar a força dos nossos terreiros em força política', diz a articulação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 PSOL lança grupo destinado a candidaturas ligadas a religiões de matriz africana — Foto: Reprodução/Redes sociais Candidatos do PSOL nas eleições deste ano anunciaram a criação de um grupo que se autodenomina "bancada da macumba", destinado a postulações ligadas a religiões de matriz africana. O coletivo defende que "os povos do terreiro não devem permanecer apenas como objetos de pesquisa, folclorização ou políticas pontuais". "É preciso transformar a força dos nossos terreiros em força política", dizem. O objetivo é garantir uma participação direta na elaboração de leis, definição dos orçamentos e políticas públicas nacionais. A construção da bancada, segundo os membros fundadores, poderá reunir desde praticantes de religiões de matriz africana até pesquisadores e educadores. O grupo também abre portas para o diálogo com parlamentares aliados do movimento, mesmo que não pertençam diretamente a uma religião de matriz africana. O pressuposto para a interlocução é o compromisso público com a agenda da articulação. "Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais", dizem os candidatos à Câmara. A articulação reúne seis candidatos à Câmara dos Deputados: Adriano Fiúza (DF)Mãe Su de Nanã (SP)Renato Fonseca (PE) Wesley Mendes (BA)Mãe Bernadete de Oxóssi (BA)Ariane Magalhães (RJ) O PSOL afirma ser a favor da liberdade religiosa e combate o racismo religioso. Segundo a sigla, entre seus filiados, há pessoas que se candidataram em defesa da causa, sendo esta uma iniciativa desenvolvida por esse conjunto de candidatos.