A China lançou uma busca global por centenas de bilhões de dólares em impostos não pagos acumulados ao longo de décadas, enquanto Pequim tenta preencher um déficit fiscal crescente ao mirar os ultrarricos.

As autoridades intensificaram o escrutínio sobre ganhos de capital e investimentos no exterior, em alguns casos retrocedendo até o ano 2000, em uma campanha que ocorre ao mesmo tempo em que Pequim busca ampliar significativamente o controle sobre os fluxos de capital enviados para fora do país.

Bancos chineses e outras instituições financeiras foram instruídos a revisar investimentos no exterior de chineses ricos para verificar se os rendimentos foram declarados às autoridades fiscais de Pequim, segundo autoridades estrangeiras, além de banqueiros chineses e gestores de family offices.

Os esforços, parte de um conjunto de reformas tributárias voltadas para os mais ricos do país —incluindo trusts offshore—, concentram-se nos ganhos obtidos com compras de imóveis, ações, metais preciosos, criptomoedas e outros ativos.

A natureza retroativa da campanha —com revisões que, em alguns casos, remontam a mais de 25 anos— foi confirmada por diversas autoridades, banqueiros e consultores.