O governo de Javier Milei informou que não pretende pedir desculpas ao Brasil pelas ofensas do presidente do país vizinho a Lula, que levaram o governo brasileiro a rebaixar a relação diplomática entre os países.
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira 5, o chanceler do governo Milei, Pablo Quirno, afirmou que a decisão do Brasil é “lamentável” e “unilateral”. Ele tentou minimizar os ataques de Milei a Lula, afirmando que nos últimos anos houve demonstrações dos dois lados sobre diferenças políticas e ideológicas.
“Lula proferiu insultos a nosso presidente que não foram respondidos”, disse Quirno, sem citar quais teriam sido os xingamentos. “Temos diferenças ideológicas. A América do Sul está mudando e assim esperamos que seja também no Brasil”, prosseguiu, reforçando a torcida do governo argentino por uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições brasileiras de outubro.
A partir da decisão do Itamaraty, o Brasil passa a ser representado na Argentina por um encarregado de negócios, e não mais por um embaixador. Julio Bitelli, que chefiava a embaixada do Brasil em Buenos Aires, não retornará ao país vizinho.
Da mesma forma, o embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, foi informado que poderá deixar o País. O governo brasileiro, agora, fará tratativas apenas com o encarregado de negócios argentino em Brasília.











