Em entrevista a um programa de TV argentino, o chanceler brasileiro afirmou ainda que "a questão ideológica" não influenciou o rebaixamento. ➡️ Na noite de terça-feira (3), Vieira anunciou que o governo brasileiro havia tomado a decisão de rebaixar as relações diplomáticas com a Argentina, que agora só poderá manter um encarregado de negócios em sua Embaixada em Brasília. O embaixador brasileiro em Buenos Aires também ficará no Brasil por enquanto. Em entrevista ao programa "Modo Fontevecchia", da rede argentina Net TV e emitido também na rádio Perfil, o brasileiro confirmou que o rebaixamento ocorreu em retaliação a "reitrados insultos e agressões a instituições brasileiras". "Foram quatro manifestações no espaço de uma semana em que o presidente da Argentina, de uma forma muito grosseira, muito direta e muito agressiva, criticou, de uma forma muito inaudita, o Brasil e as instituições na pessoa do presidente Lula", declarou Vieira. "Edução e respeito são fundamentais, sem isso não pode haver diálogo. A questão ideológica é totalmente secundária". Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Argentina critica A Argentina criticou a decisão do governo brasileiro de reduzir o nível da representação diplomática entre os dois países. Em nota ainda na terça-feira (4), a chancelaria argentina afirmou que o Brasil age por "questões puramente ideológicas". No comunicado, o governo de Milei informou que o Itamaraty pediu o retorno do embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, à Argentina. Diplomatas brasileiros disseram que, com o rebaixamento das relações, Raimondi não deve permanecer no Brasil, mas destacaram que a decisão não configura uma expulsão formal. A chancelaria argentina acusou ainda Brasil de estar "se isolando do restante da região por questões puramente ideológicas". Crise Os presidentes Javier Milei e Lula — Foto: REUTERS A crise entre Brasil e Argentina começou após a presença de Javier Milei na convenção nacional do PL, em São Paulo, que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, em 25 de julho. Durante o evento, o presidente argentino chamou Lula de "presidiário". O presidente argentino também afirmou que Lula enviou marqueteiros ao país para interferir nas eleições presidenciais de 2023 e apoiar o então candidato Sergio Massa, derrotado por Milei. Ao comentar a reação do governo brasileiro, Milei afirmou que não considera as declarações agressivas e disse que as ofensas foram "palavras espontâneas". "Agressivo é que alguém roube. É muito mais leve chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar", disse. VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1
Vieira chama fala de Milei de agressiva ao justificar rebaixamento | G1
Chancelaria afirma que decisão foi unilateral e nega ter transformado divergências políticas em incidentes diplomáticos. Itamaraty tomou decisão após ataques de Milei contra Lula.











