A greve deflagrada pelos ferroviários na terça-feira (4) tem obrigado trabalhadores da Grande São Paulo a pagar do próprio bolso viagens por aplicativo até estações de trem onde o serviço funciona. Sem isso, dizem, não chegariam a tempo no serviço nesta quarta (5), segundo dia de paralisação.

Os ferroviários reivindicam a manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) , mesmo com a concessão dos ramais à iniciativa privada. Eles também protestam contra a concessão das linhas e as falhas apresentadas pela Trivia Trens após a empresa assumir as linhas que eram da CPTM.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) sustenta que o movimento tem cunho político, e não trabalhista.

O fluxo de trens na Grande São Paulo está em sua maioria parado. Quem precisa se deslocar do ABC Paulista por meio da linha 11-coral, por exemplo, precisa tentar a sorte num ônibus do Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), para cujo embarque há filas intermináveis segundo trabalhadores.

Para evitar o atraso a solução é pagar uma viagem de aplicativo até a estação Guaianases, que por volta das 5h30 já estava superlotada.