A greve de funcionários da CPTM em três linhas de trens que ligam a região Leste da Grande São Paulo ao centro da capital pegou muita gente desavisada nesta terça-feira (4). Alguns não tinham outra opção de transporte a não ser tentar embarcar em estações que não funcionaram. As linhas 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos transportam cerca de 1 milhão de pessoas por dia. Na greve desta terça, parte importante do sistema deixou de operar, deixando os moradores das últimas estações sem atendimento. Mais sobre a greve dos trens: Por volta das 6h30, passageiros que chegavam por ônibus à estação Engenheiro Goulart, em São Miguel Paulista, só encontravam trens em direção ao centro. Dali para trás, em direção a Guarulhos, os caminhos estavam interrompidos. — Saí de casa, em Francisco Morato, às 3h da manhã, e até agora não consegui chegar a Ermelino Matarazzo — afirma o pedreiro Oziel Baltazar da Silva, 58. Sem informações sobre ônibus disponíveis, ele e um colega encararam 3 km a pé para conseguirem chegar ao trabalho. Logo depois, um ônibus da operação Paese, alocado na região para suprir a falta de trens, fez o caminho que o pedreiro queria, mas ele já havia partido. Dali, até a estação São Miguel Paulista, o percurso de 7 km foi feito por um motorista que desconhecia o trajeto. Entrou em ruas e saiu em outras para continuar o mesmo trajeto à frente, o que fez parte dos passageiros reclamar. "Tá dormindo?", disse um deles. Após outras pessoas indicarem o caminho, o veículo chegou a São Miguel Paulista. Ali, a estação, também fechada, pegou muita gente de surpresa. Com as grades impedindo a passagem, um aviso de acesso interrompido era o principal meio de informação. Greve de trens da CPTM em São Paulo 1 de 7
Greve de trens em SP: Passageiros enfrentaram desinformação, atraso, e ônibus de transferência perdidos
Reportagem embarcou em ônibus do sistema Paese realocados para suprir estações fechadas; corrida com carro de aplicativo estava inflacionada











