Em assembleia, sindicato deliberou pela manutenção da paralisação, que afetou a operação das linhas 11, 12 e 13 da CPTM 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Greve dos ferroviários: movimentação na estação Itaquera, que conecta a Linha 11 (Coral) da CPTM à Linha 3 (Vermelha) do Metrô, na manhã desta terça — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo Os ferroviários de São Paulo mantiveram, nesta terça-feira (4), a greve para as Linhas 11 (Coral) e 12 (Safira) e a Linha 13 (Jade) operadas pela Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM). A paralisação se iniciou nesta manhã e seguirá na quarta-feira (5). A greve ocorre em protesto após as falhas apresentadas pela Trivia Trens, dias após a empresa assumir a concessão das linhas que eram da CPTM. Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviária da Zona Central do Brasil informou que o governo de São Paulo não teria apresentado uma "garantia concreta por escrito, de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM" após a concessão para a Trivia Trens. Uma nova assembleia geral foi convocada para quarta-feira (5), às 17h, para deliberação sobre as negociações e o estado de greve. O governo de São Paulo informou que ao contrário do que alega a entidade "a manutenção dos empregos foi garantida e comunicada ao sindicato na véspera da paralisação". Segundo a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) "dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; 475 permanecem nas Linhas 11, 12 e 13, novamente sob gestão da CPTM; 450 estão no Metrô; 177 negociam realocação para a Artesp e outros órgãos; 522 seguem à disposição para novas cessões; e 853 atuam em áreas administrativas. Diante desses números, causa estranheza a continuidade de uma greve que prejudica diariamente milhares de usuários das três linhas afetadas". Zona Leste A região mais afetada pela greve é a Zona Leste da capital, além de municípios como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano e Poá. O rodízio de veículos foi suspenso na capital na terça. Segundo o governo paulista, no pico de congestionamentos a cidade de São Paulo registrou 720 quilômetros de lentidão, durante a manhã. Devido à paralisação, o governo de São Paulo adotou um plano de contingência, com a antecipação do horário de abertura das linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata) do Metrô para as 4h (o normal é 4h40) como parte do plano de contingência, e colocou mais trens em circulação. Também foi acionada a Operação Paese, em que ônibus fazem o trajeto dos trechos de trem afetados. A CPTM acionou a Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) determinou um contingente mínimo de operação durante a greve, com 80% do efetivo nos horários de pico (entre 4h e 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais horários. Em caso de descumprimento, a multa diária será de R$ 400 mil. Na manhã desta terça, a CPTM alegou que o contingente de ferroviários para as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade de trens esteve abaixo dos percentuais determinados pela Justiça. A Linha Coral é a que mais transporta passageiros entre todos os ramais de trem de São Paulo, com uma média de mais de 600 mil passageiros por dia. Greve após falhas em concessão As decisão foi tomada em assembleia na noite de segunda-feira (3), como resposta ao fracasso nas negociações com a gestão estadual. Durante a tarde, líderes da categoria se reuniram com o secretário de Transportes, o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e outros representantes do governo paulista, mas as conversas terminaram sem consenso. O principal entrave é a garantia de estabilidade empregatícia para os funcionários do Estado. Os trabalhadores exigem um compromisso formal do Palácio dos Bandeirantes sobre o futuro da força de trabalho após a entrega da malha viária à Trivia Trens. O protesto sindical ocorre em um momento de instabilidade na gestão das três rotas. A concessionária Trivia Trens havia assumido o controle total do serviço nos últimos dias de julho. No entanto, uma sequência de panes e transtornos aos usuários obrigou o governo a realizar uma intervenção. Atualmente, a CPTM foi reconvocada para atuar em um regime de co-gestão emergencial por até 90 dias, numa tentativa de normalizar a circulação e auxiliar a empresa privada. Apesar da interrupção nos ramais do leste da Grande São Paulo, o restante da malha sobre trilhos não aderiu ao movimento e opera com seu cronograma habitual.
Greve dos ferroviários é mantida em SP e seguirá na quarta-feira (5)
Em assembleia, sindicato deliberou pela manutenção da paralisação, que afetou a operação das linhas 11, 12 e 13 da CPTM














