Paralisação por tempo indeterminado afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que atendem a Zona Leste da capital e municípios vizinhos; categoria cobra estabilidade após concessão e falhas recentes na operação privada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trem da CPTM — Foto: Marcos Alves / Agencia O Globo Os ferroviários de São Paulo paralisam, nesta terça-feira (4), parcialmente a Linhas 11 (Coral) e 12 (Safira) e totalmente a Linha 13 (Jade). A paralisação ocorre em protesto após as falhas apresentadas pela Trivia Trens, dias após a empresa assumir a concessão das linhas que eram da CPTM. O trecho entre Estudantes e Guaianases, na Linha 11 (Coral), não está funcionando e os passageiros precisam optar por ônibus ou outros meios de transportes para fazer o trecho. Já a parte entre Guaianases e Barra Funda está funcionando. A Linha Safira só está funcionando entre as estações Brás e Engenheiro Goulart, tornando possível a ligação com a Linha 3 (Vermelha) do Metrô. O restante da operação, entre as estações Calmon Viana e Engenheiro Goulart, está interrompido. Já a Linha 13 (Jade) está completamente paralisada. A região mais afetada pela greve é a Zona Leste da capital, além de municípios como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Suzano e Poá. O rodízio de veículos foi suspenso na capital. Estação Corinthians-Itaquera, da Linha 3-Vermelha do Metrô, tem integração com a Linha 11-Coral da CPTM, amanheceu com muito movimento nesta terça — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo A CPTM acionou a Justiça e o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT2) determinou um contingente mínimo de operação durante a greve, com 80% do efetivo nos horários de pico (entre 4h e 10h e das 16h às 21h) e 60% nos demais horários. A Linha Coral é a que mais transporta passageiros entre todos os ramais de trem de São Paulo, com uma média de mais de 600 mil passageiros por dia. O Metrô antecipou o horário de abertura das estações das linhas 1 (Azul), 2 (Verde), 3 (Vermelha) e 15 (Prata) para as 4h (o normal é 4h40) como parte do plano de contingência, e colocou mais trens em circulação. Motivos da greve As decisão foi tomada em assembleia na noite de segunda-feira (3), como resposta ao fracasso nas negociações com a gestão estadual. Durante a tarde, líderes da categoria se reuniram com o secretário de Transportes, o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e outros representantes do governo paulista, mas as conversas terminaram sem consenso. O principal entrave é a garantia de estabilidade empregatícia para os funcionários do Estado. Os trabalhadores exigem um compromisso formal do Palácio dos Bandeirantes sobre o futuro da força de trabalho após a entrega da malha viária à Trivia Trens. O protesto sindical ocorre em um momento de instabilidade na gestão das três rotas. A concessionária Trivia Trens havia assumido o controle total do serviço nos últimos dias de julho. No entanto, uma sequência de panes e transtornos aos usuários obrigou o governo a realizar uma intervenção. Atualmente, a CPTM foi reconvocada para atuar em um regime de co-gestão emergencial por até 90 dias, numa tentativa de normalizar a circulação e auxiliar a empresa privada. Apesar da interrupção nos ramais do leste da Grande São Paulo, o restante da malha sobre trilhos não aderiu ao movimento e opera com seu cronograma habitual.
Greve dos ferroviários em SP paralisa parcialmente linhas 11, 12 e 13 da CPTM nesta terça-feira
Paralisação por tempo indeterminado afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que atendem a Zona Leste da capital e municípios vizinhos; categoria cobra estabilidade após concessão e falhas recentes na operação privada












