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Cassado em 2023, o ex-procurador da Lava Jato está inelegível com base na Lei da Ficha Limpa, mas insiste em sua candidatura ao Senado
Lançado ao Senado pelo Novo do Paraná, Deltan Dallagnol pode não ter sua candidatura confirmada pela Justiça Eleitoral. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato de deputado federal do ex-procurador da Lava Jato por irregularidades na campanha eleitoral de 2022 — deixando-o inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.
O ex-golden boy da Operação Lava Jato foi cassado pois não poderia se eleger porque, ao se exonerar do Ministério Público Federal, em 2021, ele ainda respondia a processos disciplinares no Conselho Nacional do órgão. A defesa de Deltan tenta driblar a decisão e viabilizar a candidatura afirmando que o TSE não declarou expressamente sua inelegibilidade nem fixou um período de oito anos de impedimento.
Para tentar burlar a determinação da Justiça, Dallagnol lançou mão de uma manobra inédita: protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná um Requerimento de Declaração de Elegibilidade para que a Justiça decida, antes do período final de registro de candidaturas, se ele está apto a disputar as eleições. A data limite para que os partidos registrem oficialmente seus candidatos na Justiça Eleitoral é 15 de agosto.









