O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) decidiu nesta terça-feira (4) afastar, por dois anos, a juíza federal Gabriela Hardt, que substituiu o hoje senador Sergio Moro (PL-PR) na condução dos casos da Operação Lava Jato em Curitiba. Outros dois juízes federais, de segunda instância, também foram punidos.
No caso de Hardt, os conselheiros analisaram um processo administrativo aberto em 2024 a pedido da então presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, sob a alegação de que a magistrada atuou fora de suas atribuições ao homologar acordo firmado entre a Petrobras e o MPF (Ministério Público Federal) para formalizar a criação de um fundo com recursos de multas e, portanto, teria cometido uma infração disciplinar.
A Folha tentou contato com Gabriela Hardt, por mensagem de WhatsApp enviada às 19h35, para comentar a decisão. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
Hardt era juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, que concentrou casos da Lava Jato a partir de 2014. Em 2018, quando Moro deixou a magistratura, ela assumiu temporariamente a responsabilidade de casos da operação. Foi dela a sentença que condenou o hoje presidente Lula (PT) à prisão no processo sobre obras em um sítio em Atibaia (SP).










