Vendas totais do portfólio Iguatemi totalizaram R$ 6,6 bi, crescimento de 4,6% em um ano; resultado foi obtido em trimestre atipicamente marcado pela Copa do Mundo Fifa 2026 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Shopping JK Iguatemi, em São Paulo — Foto: Divulgação A Iguatemi apresentou um lucro líquido de R$ 135 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma queda anual de 35,4%. No mesmo período, as receitas da companhia somaram R$ 389,2 milhões, recuo de 1,2% em um ano. Confira os resultados e indicadores da Iguatemi e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 De acordo com a empresa, a comparação entre os resultados do segundo trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025 é afetada por efeitos não recorrentes derivados das movimentações de portfólio realizadas naquele trimestre. A receita bruta da Iguatemi no trimestre encerrado em junho foi de R$ 437,2 milhões, redução de 3,9% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi puxado, principalmente, pela redução de 9,6% no faturamento bruto de aluguel, que atingiu R$ 275,3 milhões. A linha de custos de aluguéis e serviços foi de R$ 73 milhões no período (excluindo depreciação e amortização), apresentando um aumento de 0,9% em comparação ao mesmo período de 2025, em função do aumento de custos do varejo. No segundo trimestre, as vendas totais do portfólio Iguatemi totalizaram R$ 6,6 bilhões, crescimento de 4,6% em um ano. O resultado foi obtido em um trimestre atipicamente marcado pela Copa do Mundo Fifa 2026, com agenda de jogos mais ampla que a de edições anteriores, e pelo descasamento de calendário da Páscoa. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 286,5 milhões, queda de 33,8% em um ano. A margem Ebitda saiu de 109,9% para 73,6%. O resultado financeiro líquido da Iguatemi ficou negativo em R$ 79,4 milhões no segundo trimestre, uma melhora de 53,7% em um ano, impactado principalmente pela atualização de valores de contas a receber, ajuste de valor presente relacionado a terrenos e operações de fusões e aquisições. Já a linha de Imposto de Renda e contribuição social representou perdas de R$ 34,9 milhões, 70,5% superior aos R$ 20,5 milhões em tributos pagos há um ano. Ao final de junho, a dívida líquida da companhia era de R$ 2,14 bilhões, alta de 12% sobre a dívida registrada no fim de março. A alavancagem da companhia, medida pela relação da dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, ficou em 1,62 vez.