País convocou reunião de emergência para discutir violações de tratado que podem ganhar força nos feriados religiosos de setembro, antes das eleições de outubro em Israel 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um idoso palestino caminha até o Domo da Rocha no complexo da Mesquita Al-Aqsa, na Cidade Velha de Jerusalém — Foto: Maya Alleruzzo/AP Photo A Jordânia está convocando uma reunião de emergência de ministros de Relações Exteriores do mundo árabe e islâmico para discutir o que o país percebe como uma ameaça “iminente” de Israel tomar o que é considerado o local de Jerusalém mais sagrado para os muçulmanos, o que teria potencial para desencadear um “conflito religioso”, reporta o jornal britânico The Guardian. A reunião convocada para esta quarta-feira sucede uma escalada de incursões de extremistas religiosos judeus ao Domo da Rocha e em torno da Mesquita de Al-Aqsa. Tais incursões, que teriam apoio do governo, violam o tratado — cuja supervisão é atribuída à monarquia da Jordânia — pelo qual apenas muçulmanos podem rezar no local. Em 23 de julho, mais de 2.000 israelenses simpatizantes da direita religiosa — na maioria, colonos de assentamentos, liderados pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir — invadiram a área, designada na tradição judaica como o Monte do Templo. Eles rezaram e celebraram rituais no que a Jordânia criticou como a pior violação do local na história moderna. A Jordânia também chama atenção para o recente recrutamento de judeus religiosos para uma unidade de polícia especial Monte do Templo. E está se preparando para outros desafios diretos à tradicional custódia da área pelos jordanianos, em especial nos feriados religiosos de setembro. Neste ano, coincidirão com intensa campanha para a eleição de outubro, em que a coalizão de extrema direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu luta pela sobrevivência. “É uma ameaça constante e perigosa que estamos tentando conter com todo instrumento disponível”, disse ao jornal The Guardian o ministro de Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi. “Alertamos que colocar em risco o estatuto pode desencadear um conflito religioso que reverberaria para além da Palestina e da Jordânia, envolvendo todo o mundo muçulmano.” Devem participar da reunião desta quarta-feira ministros de Relações Exteriores dos países que integram a Liga Árabe, bem como da Turquia, Indonésia, Malásia e Paquistão. “Estamos tentando explicar o perigo, e protestando legalmente para criar consciência sobre o risco iminente de continuidade dessas medidas israelenses.”
Para Jordânia, local islâmico sagrado em Jerusalém está a ponto de ser tomado por Israel, diz jornal
País convocou reunião de emergência para discutir violações de tratado que podem ganhar força nos feriados religiosos de setembro, antes das eleições de outubro em Israel












