Nos últimos três anos, Israel promoveu uma profunda reconfiguração do mapa ao redor de Jerusalém. Os setores políticos mais radicais passaram a defender abertamente o projeto da chamada "Grande Jerusalém".
Entre as iniciativas mais emblemáticas está o projeto E1, que visa criar uma continuidade territorial entre colônias israelenses e Jerusalém. O governo liderado pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu também multiplica projetos semelhantes em toda a área metropolitana da cidade, dentro do território palestino ocupado.
Esse processo é documentado pela organização israelense de direitos humanos Ir Amim, que acaba de divulgar um relatório sobre o tema. No terreno, os efeitos dessa política já são visíveis, inclusive nos arredores de Belém, a poucos quilômetros de Jerusalém.
Para compreender os desafios em jogo, é preciso recuar à divisão territorial definida pelos Acordos de Oslo. A Cisjordânia foi segmentada em três zonas: a Área A, sob controle civil e militar palestino; a Área B, sob administração compartilhada; e a Área C, que corresponde a cerca de 60% do território e permanece sob controle direto de Israel.
Nessas áreas, palestinos e colonos israelenses vivem lado a lado.










