0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Willer Tomaz é citado pela Polícia Federal como o responsável pela estrutura de apoio da organização, reunindo empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeir — Foto: Reprodução Apontado pela Polícia Federal como o "hub financeiro, patrimonial e logístico" da organização investigada na nova etapa da Operação Sem Desconto, que atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), o advogado Willer Tomaz de Souza . Segundo a investigação, a esposa do senador Weverton Rocha (PDT-MA), Samya Rocha, recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Tomaz. O advogado é conhecido em Brasília pelo amplo trânsito entre políticos de diferentes grupos Willer mantém amizade pública com o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e atuou como advogado do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) em processos nos tribunais superiores. Seu nome também aparece em outras investigações além da que apura o esquema de descontos indevidos em benefícios do INSS. No último dia 22 de julho, a Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 20,9 milhões da RioPag, empresa apontada como ligada a Willer Tomaz, segundo reportagem do jornalista Demétrio Vecchioli, do Metrópoles. O advogado também representa Alexandre Caetano dos Reis, contador e proprietário da Voga Serviços Contábeis, preso na investigação sobre as fraudes no INSS. Alexandre é apontado pela Polícia Federal como sócio do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em uma empresa offshore. A ligação entre Willer Tomaz e o entorno de Flávio Bolsonaro também aparece em documentos da investigação. Letícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre, é administradora da Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia e, segundo documentos citados pela CPMI do INSS, teria sido indicada ao cargo por Willer Tomaz, amigo pessoal do senador. Outro elemento citado pelos investigadores foi revelado pela Folha de S.Paulo em maio de 2025. Com base em relatório da Polícia Federal, o jornal informou que Willer Tomaz realizou, em 2021, um pagamento de R$ 120 mil a Milton Salvador de Almeida Júnior, apontado pelos investigadores como operador financeiro de Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". O próprio relatório, contudo, ressalva que as comunicações entre os dois "não forneceram relacionamentos ou informações relevantes para a presente investigação". Na decisão que autorizou a operação desta terça-feira, o ministro André Mendonça descreve o senador Weverton Rocha como responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais. Já Willer Tomaz é descrito como o responsável pela estrutura de apoio da organização, reunindo empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos. Segundo a Polícia Federal, a estrutura ligada ao advogado "funcionaria como verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico" colocado à disposição dos beneficiários do esquema investigado.