Relação mais próxima, contudo, é com o senador presidenciável pelo PL, que já o chamou publicamente de "amigo" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Círculo de contatos do advogado vai de Flávio Bolsonaro a um ex-ministro do governo Dilma Rousseff — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo Alvo de mais uma fase da operação "Sem Desconto", nesta terça-feira (4), o advogado Willer Tomaz figura há quase dez anos no noticiário político e policial. Com uma carteira privilegiada de amigos e clientes influentes em Brasília, ele chegou a ser preso em 2017, em um desdobramento da operação "Greenfield", que investigou fraudes em fundos de pensão estatais. A denúncia foi rejeitada. O círculo de contatos vai do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) a um ex-ministro do governo Dilma Rousseff. Ele também já representou o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) em tribunais superiores. A relação mais próxima, contudo, é com Flávio, que já o chamou publicamente de "amigo". A prisão decorreu da delação do empresário Joesley Batista, que disse que Tomaz aliciara o procurador Ângelo Goulart Villela para entregar ao grupo J&F o que a Greenfield apurava. A denúncia caiu quatro anos depois, quando o TRF-1 concluiu que a acusação se sustentava apenas na palavra dos delatores. Após deixar a prisão, associou-se a Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma e ex-subprocurador-geral da República. Anos depois, em 2022, o nome de Tomaz chegou a ser cotado para uma vaga do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reservada à Câmara. A indicação sofreu resistências e não prosperou. Nesta terça, a Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, autorizados pelo STF. Além de Tomaz, estão entre os alvos parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Para os investigadores, Tomaz funcionava como "hub financeiro, patrimonial e logístico" do parlamentar: uma empresa dele teria comprado a mansão de R$ 6 milhões onde o senador maranhense mora. Um relatório da corporação registra ainda R$ 45,5 milhões em movimentações atípicas atribuídas ao advogado em 2021, sem vinculá-las ao esquema do INSS. A defesa nega. Diz que ele não é investigado, que não tem vínculo com as fraudes previdenciárias e que a busca decorre de um único fato: ele é dono da aeronave que Weverton usou numa viagem particular.
Alvo da PF, advogado ligado a Flávio Bolsonaro já foi preso e é sócio de ex-ministro de Dilma
Relação mais próxima, contudo, é com o senador presidenciável pelo PL, que já o chamou publicamente de "amigo"








