Aleksander Ceferin, presidente da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), fala primeiro. É assim que as coisas funcionam em uma crise.
E então, vem a ordem natural: o tesoureiro e vice-presidente, Sandor Csanyi; o CEO da FA (Federação Inglesa), Mark Bullingham. Dirigentes homens do futebol europeu enfileirados na tela, aguardando a vez de salvar o futebol mundial.
Mas então, essa reunião de emergência da Uefa —a entidade que rege o futebol europeu, convocada em resposta ao plano do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de vender participações em suas principais competições de futebol para um grupo de investidores— toma um rumo inesperado.
Laura McAllister, também vice-presidente e uma das duas mulheres no comitê executivo de 21 integrantes da entidade, pega o microfone. Ela exige uma medida concreta: um boicote total às competições da Fifa.
Talvez isso signifique pouco para você — o fato de que, em uma chamada de emergência com 150 pessoas debatendo ativamente o que consideram uma ameaça ao futuro do futebol, seja uma mulher quem faça o chamado à luta.











